Eles estão voltando!

0
248
Foto: Família Mugnol

Por José Zeferino Pedrozo

A agricultura, na acepção econômica da palavras, é uma atividade que exigem especialização e muito conhecimento científico. O Brasil ingressou no Século XXI com uma agricultura moderna, eficiente e sustentável. O setor primário da economia verde-amarela tornou-se a locomotiva do desenvolvimento econômico e, graças a ela, a balança comercial tem se mantido superavitária.

A universidade, a agroindústria e, em especial, o Sistema S investiram fortemente na qualificação profissional dos produtores rurais nas últimas décadas. A família rural foi alvo de muitas ações. A propriedade rural passou a ser tratada como uma empresa orientada por visão empreendedora e gestão profissional.

Programas de alta performance do Senar, Sebrae, Sescoop e Ministérios da Agricultura e da Educação levaram ao campo os melhores instrutores e as melhores técnicas, fazendo das lavouras, pradarias, estábulos, aviários, criatórios de suínos a sala de aula para transmissão e aplicação do conhecimento em um dos mais bem-sucedidos sistemas de ensino-aprendizagem.

Nos últimos anos, os treinamentos de curta duração deram lugar a cursos técnicos, tecnólogos e superior de excelente qualidade, ministrados de forma híbrida, com aulas presenciais e à distância mediante o emprego combinado de tecnologias pedagógicas e comunicacionais.

Um dos efeitos mais notáveis desse grande esforço de qualificação do campo é o retorno dos jovens ao meio rural. Eles saíram de casa em busca de formação profissional e/ou emprego nas ondas do êxodo rural que ameaçavam esvaziar os campos. Por que estão voltando? Porque novas oportunidades surgem no universo rural. De um lado, grandes cadeias produtivas – apesar das oscilações do comportamento do mercado – mostram-se capazes de gerar receitas de forma relativamente estável e promissora, financiando o bem-estar das famílias rurais.

A avicultura e a suinocultura industrial, a bovinocultura de leite e corte, grãos, frutas, flores etc. injetam muita riqueza nas respectivas regiões.

De outro lado, as oportunidades surgem em maior profusão no campo. Novas agroindústrias de pequeno, médio e grande portes, empreendimentos de ampliação da base produtiva, oferta de formação profissional direcionados à pecuária e à agrossilvicultura – tudo converge para valorizar quem produz e quem deseja trabalhar no vasto arco da agricultura e do agronegócio Brasileiro.

Investimentos sustentados por capitais financeiros nacionais e das próprias regiões e oferta de trabalho num ambiente de consistente retorno econômico – essas são as condições que estão emoldurando o quadro no campo. Renda é tudo. Onde há possibilidade de renda continuada, capaz de sustentar qualidade de vida, haverá candidato.

Entre tantas outras, a percepção de que os jovens estão retornando evidencia-se em duas ações de enorme repercussão do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural: o AteG programa de assistências técnica e gerencial e o curso de formação de técnicos em agronegócio. A maior parte dos candidatos é formada por filhos de produtores rurais e já conta com curso superior. A totalidade deles atua diretamente no campo.

Sobre o autor: José Zeferino Pedrozo é presidente da Faesc e do Senar/SC

Fonte: FAESC

Texto originalmente publicado em:
Faesc
Autor: José Zeferino Pedrozo

Nenhum comentário

Deixar um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.