Soja 

A cultura da soja avança e, em média, as lavouras do Estado atingem mais de 30% da área nas fases de floração e enchimento de grãos. As fases da cultura para a safra 2018/19 mostram-se próximas às da safra passada, quando, neste período, as lavouras encontravam-se com percentuais muito semelhantes aos observados na safra atual.

Em importantes regiões produtoras de soja no Estado, as condições climáticas da semana favoreceram a cultura. Nas regiões do Noroeste Colonial, Celeiro e Alto Jacuí, a ocorrência de chuvas generalizadas no período, associadas às altas temperaturas, proporcionaram um crescimento mais rápido das plantas, preenchendo espaços em áreas que ficaram com baixa densidade pelo problema anterior do damping-off ou tombamento.

No geral, o desenvolvimento da cultura nas regiões é considerado normal. Os produtores seguem realizando os tratos culturais com a aplicação de fungicida preventivo para a ferrugem da soja e controle de outras doenças. A presença, com ataques, do tamanduá da soja e de lagartas diminuiu em relação à semana anterior, embora com algumas aplicações de inseticidas.

Nas regiões do Alto da Serra do Botucaraí e Vale do Rio Pardo, as condições climáticas foram favoráveis à cultura, com chuvas regulares, temperaturas elevadas e boa incidência de radiação solar. Nessas condições, a soja acelera a atividade fotossintética e as plantas têm bom desempenho, crescimento e desenvolvimento.

As primeiras lavouras implantadas fecham as entrelinhas e os produtores realizam nessa fase os tratamentos fúngicos preventivos, principalmente para o controle da ferrugem asiática, visto o clima ser favorável. Com relação a pragas, nota-se baixa incidência na cultura em toda a região. Nas URTs em MIP, apareceu exemplares de Anticarsia e falsa medideira (Pseudoplusia) em baixo número.

Nas regiões da Fronteira Oeste e Campanha, a cultura está na fase de desenvolvimento vegetativo, algumas lavouras recuperam-se da sequência de dias chuvosos, com excesso de umidade no solo. Existem ainda lavouras controlando as invasoras, muitas áreas com problemas fitossanitários e controle de pragas sendo realizadas.

Nas regiões Central, Vale do Jaguari e Jacuí Centro, a cultura está em fase de tratos culturais, com áreas em desenvolvimento vegetativo e outras já em formação de vagens. Devido à necessidade de replantio em algumas áreas, as lavouras estão bastante desuniformes, porém a expectativa inicial de produtividade ainda se mantém em pouco mais de 3 t/ha na região.

Nas regiões da Fronteira Noroeste e Missões, a volta da umidade do solo com as chuvas ocorridas nas últimas duas semanas tem proporcionado bom desenvolvimento das plantas, com muitas lavouras quase fechando as entrelinhas. A situação exige a intensificação das pulverizações de herbicidas em pós-emergência para controle de ervas daninhas por parte dos agricultores, bem como as primeiras aplicações de fungicidas nas lavouras que já apresentam focos de ferrugem.

Nessas regiões, tem se recomendado aos produtores mudar as estratégias da 1ª aplicação de fungicidas e utilizar, na segunda aplicação, produtos de melhor eficiência. Quanto ao ataque de pragas nessas regiões, tem sido baixa a incidência. No geral, não se tem danos e não se justifica a aplicação de inseticida, a não ser em poucas áreas que apresentam ataques de cigarrinha e coleópteros.

Comercialização (saca de 60 quilos)

De acordo com a pesquisa semanal de preços da Emater/RS-Ascar, na semana a cotação da soja apresentou leve queda, repetindo o movimento indicado nas quatro pesquisas anteriores, quando o produto apresentou quedas leves, porém sucessivas.

Fonte: Emater/RS

Texto originalmente publicado em:
Informativo Conjuntura - nº 1536
Autor: Emater/RS

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