Soja

A cultura está 2% na fase madura, 62% em enchimento de grãos, 26% em floração e 10% da cultura se encontra em desenvolvimento vegetativo, o que corresponde às áreas implantadas mais tarde.

Concluída a implantação da cultura, foi iniciada a colheita nas primeiras áreas das regiões da Fronteira Noroeste e Missões. A cultura está com bom desenvolvimento, e os rendimentos estão variando de 30 a 55 sacas por hectare nas primeiras áreas colhidas.

A sanidade das lavouras em geral é satisfatória. No entanto, na calota Norte do Estado, entre as regiões das Missões, Celeiro e Alto Jacuí, em algumas lavouras com solo mais raso e pedregoso, as plantas apresentaram amarelecimento e queda das folhas baixeiras, efeito derivado do calor e dos baixos índices pluviométricos das últimas semanas.

Os efeitos do calor foram mais evidentes durante a tarde, no pico da elevação das temperaturas, quando as plantas apresentaram folhas murchas, curvadas e queda de vagens em início de formação, a qual pode vir a diminuir o potencial produtivo da cultura.

No Noroeste do Estado, em decorrência da baixa umidade relativa do ar, em lavouras pontuais foram observados danos por fitotoxidez, causada por aplicação incorreta de herbicidas, de adubo, ou por substâncias produzidas por fungos, insetos e bactérias que parasitam as plantas.

A atividade de manejo mais intensa durante a semana foi a aplicação de fungicidas para prevenção de doenças. Aumentou a ocorrência de percevejos, lagartas, ácaros e trips, e em algumas lavouras já foi realizada a aplicação de inseticidas.

Porém, onde os volumes de chuvas foram menores, como na região do Alto Jacuí, os produtores estão com dificuldades na aplicação, tendo em vista que a umidade relativa do ar está abaixo da ideal para a operação, podendo comprometer e eficiência dos produtos.



No Noroeste, as lavouras implantadas sobre a resteva de milho têm formação de bom estande, embora o crescimento das plantas seja retardado pela baixa umidade do solo. A expectativa de produtividade está crescente, sendo esperado em torno de três mil quilos por hectare.

Nas regiões do Alto da Serra do Botucaraí e Vale do Rio Pardo, ocorreu pontual ataque da anticarsia e falsa-medideira, lagartas controladas com produtos fisiológicos. Com relação a doenças, é baixo o avanço da infecção da ferrugem asiática na cultura devido à ausência de água livre sobre as plantas.

Na região Serrana, em muitas das áreas onde está sendo realizado o monitoramento de pragas, não foi necessário nenhum tipo de controle de pragas até o momento. Nas áreas onde as pragas atingiram nível de controle, foi necessária apenas uma aplicação de inseticidas para controle de lagartas.

Na região Sul, os produtores de soja estão otimistas, pois até o momento a safra acontece dentro da normalidade e com expectativa de ótimos rendimentos nas áreas de coxilha, devido à boa evolução da lavoura. Por outro lado, nas lavouras planas e em rotação com arroz irrigado, houve perdas localizadas em áreas com problemas de drenagem.

Nessas lavouras planas aconteceram perdas por mortalidade das plantas e consequente diminuição da produtividade. Soma-se a isto a paralisação do desenvolvimento da soja devido ao período de inundação e encharcamento do solo.

Mercado (saca de 60 quilos)

O preço médio do cereal foi de R$ 68,78/sc. no Estado, conforme levantamento semanal de preços realizado pela Emater/RS-Ascar (Cotações Agropecuárias nº 2062), um acréscimo de 0,25% em relação à semana anterior.

O preço para o produto disponível em Cruz Alta é de R$ 73,00/sc.; em Passo Fundo, R$ 72,00/sc.

Fonte: Emater/RS

Texto originalmente publicado em:
Informativo Conjuntural - nº 1541
Autor: Emater/RS

Nenhum comentário

Deixar um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.