Não existe outra alternativa: precisa ser revogada a parte dos decretos do Governo do Estado que cancela os incentivos fiscais até agora adotados em SC, no que concerne ao setor agropecuário. Caso contrário, o nosso modelo agrícola estará comprometido, atingido outros setores da economia estadual. Essa foi a conclusão da reunião das entidades Faesc, Fetaesc. Ocesc e Fecoagro, em reunião realizada nesta terça-feira na sede da Faesc em Florianópolis.

“Até entendemos a preocupação do novo governo em ampliar as receitas para cumprir suas obrigações e também de uma política de revisão minuciosa dos incentivos até aqui praticados, mas o setor agropecuário já comprovou que todas as aplicações feitas na atividade rural retornam em volumes expressivos, além de manter o homem no campo“, disse o presidente da FAESC, José Zeferino Pedrozo. Ele foi enfático a destacar que os decretos precisam ser revogados:

“Essa é nossa reivindicação em primeira mão que eles sejam revogados e depois ouvindo também a classe produtora e a classe consumidora. Não é uma reivindicação apenas dos empregadores. Os trabalhadores estão preocupados que eles também serão afetados direta ou indiretamente se houver aumento de custo. Não tem como não alterar o custo para o consumidor. Então nós pactuamos hoje e vamos encaminhar um documento para aquele que é nosso representante no Governo, que é o secretário da Agricultura, no qual vamos expor a nossa posição a exemplo das federações de empregadores já tomaram essa posição. Esperamos que nós possamos sensibilizar o governo e que fique bem claro: nós todos o aplaudimos, desejamos votos de sucesso ao atual governador, que teve o respaldo da maioria esmagadora dos catarinenses, mas que no início da sua gestão não venha tomar uma atitude que certamente vai ser muito antipática para todas as classes, quer produtora como consumidora do Estado”.

O presidente da Fetaesc, José Walter Dresch, destacou a importância da reunião entre todas as entidades ligadas ao agricultor para discutir o assunto e mostrar a coesão nas reinvindicações. Ele lembrou que precisa ser mostrado ao governador do Estado, que as medidas adotadas vão ter impactos não apenas no agricultor, mas também ao consumidor final:

“O impacto acontece lá no início, lá na ponta. É o produtor rural que não vai suportar essa carga tributária. O governador precisa compreender isso porque a cadeia que fica no meio quem for o repassador do produto que é produzido lá na ponta, ele pode até repassar para alguém, agora quem produz e quem consome vai pagar essa conta. 15% produz e 85% consome. É importante que o governador compreenda isso. É a nossa intenção e é por isso que estamos agindo de forma conjunta”.

Fonte: Fecoagro

Texto originalmente publicado em:
Fecoagro
Autor: Fecoagro

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