Fungicidas protetores no controle da ferrugem asiática da soja

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Avaliou-se o efeito de fungicidas em diferentes estádios fenológicos da cultura da soja no controle de Phakopsora pachyrhizi.

Autores:  G.M.P. OLIVEIRA1; P.F.S. REIS1; R.Y. GODOY1; M.M. NEGREIROS1; P.E.S. JUNIOR1; J.P. TORRES1,2.

Trabalho disponível nos Anais do Evento e publicado com o acréscimo de informações fornecidas pelo autor.

Resumo

A ferrugem asiática da soja, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, tem sido alvo de estudos quanto ao uso de fungicidas para seu controle. Contudo, devido ao uso indiscriminado destes produtos, relatos de resistência estão cada vez mais comuns atualmente.

Como estratégia eficaz, fungicidas aplicados de forma preventiva têm-se destacado. Neste trabalho, avaliou-se o efeito de fungicidas em diferentes estádios fenológicos da cultura da soja no controle de Phakopsora pachyrhizi. O ensaio foi conduzido em Bandeirantes, PR, Brasil, durante as safras 2015/2016. Utilizou-se a cultivar 5909 Nidera RR e delineamento blocos ao acaso com dezesseis tratamentos e quatro repetições. Sendo a primeira aplicação em estádio V9 sem os sintomas da doença, a segunda e terceira aplicação nos estádios R1 e R5 respectivamente.

Os grupos de fungicidas utilizados foram: inibidores da desmetilção (DMI); estrobirulinas, carboxamidas com fungicidas protetores (mancozeb, clorotalonil e oxicloreto de cobre). Para avaliar a severidade da doença, coletou-se dez folíolos do terço médio da planta de cada parcela aleatoriamente sendo avaliadas quanto a presença de urédias e lesões de ferrugem asiática da soja, seguindo escala de Godoy et al. (2006), conforme a Figura 1.

Figura 1. Escala diagramática de ferrugem asiática da soja.

Azevedo et al. (2007) assegura que a ferrugem asiática pode surgir em qualquer momento do ciclo fenológico da cultura, surgindo de forma mais frequente em plantas próximas ou em plena floração.

De acordo com a Figura 2, observou-se a evolução da doença na testemunha ao longo das avaliações. Em contrapartida, os tratamentos aplicados com fungicidas protetores destacaram-se em relação aos demais por apresentar a menor média para AACPD da severidade da doença.

Figura 2. Severidade da ferrugem asiática da soja, safra 2015/2016.

Com exceção do fungicida fluxapiroxade + piraclostrobina (50,10 + 99,90 g L-1) a adição de mancozeb (11,25 g Kg-1), clorotalonil (655,20 g L-1) e oxicloreto de cobre (294,00 g L-1) aos demais fungicidas estudados mostrou potencializar o efeito da aplicação.

Palavras-chave: Phakopsora pachyrhizi; Glycine Max; severidade; controle químico.

Referências Bibliográficas

AZEVEDO, L. A. S.; JULIATTI, F. C.; BARRETO, M. Resistência de genótipos de soja à Phakopsora pachyrhizi. Summa phytopathologica, 33:252-257, 2007.

GODOY C. V, KOGA L. J; CANTERI M. G. Diagrammatic scale for assessment of soybean rust severity. Fitopatologia Brasileira, 31:63-68, 2006.

Agradecimentos: A equipe do departamento de Fitossanidade, Universidade Estadual do Norte do Paraná – UENP, campus Luiz Meneghel e a multinacional BASF por conceder a área experimental.

Informações dos autores:

1Universidade Estadual do Norte do Paraná;

2Departamento de Fitossanidade.

Disponível em: Anais do  50º Congresso Brasileiro de Fitopatologia, Uberlândia – MG, Brasil.

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