Em vídeo divulgado no canal do Youtube Professores Alfredo & Leandro Albrecht, Leandro, professor da UFPR e um dos supervisores do grupo Supra Pesquisa, mostra uma área experimental localizada no oeste do estado do Paraná, onde são testados diferentes produtos para o controle de plantas daninhas, principalmente as que já apresentam resistência múltipla, porém essa prática pode causar fitotoxidez na cultura da soja.


Veja também: Buva: problema complexo, pesquisa é necessário e devemos pensar em sistema!


O manejo de plantas daninhas com herbicida em pós-emergência na cultura da soja é uma estratégia necessária e deve ser realizada no PCPI (período crítico de prevenção à interferência), ou de preferência antes do início desse período, que em geral compreende  os estádios entre V2 e V6 na cultura da soja.

Porém, conforme destacado, a variação desses períodos, irá depender muito da fitossociologia, do banco de sementes e do desenvolvimento das plantas daninhas (modula-se o PAI – período anterior à interferência), e também do desenvolvimento da cultura e seu fechamento (modula-se o PTPI – período total de prevenção à interferência).

O pesquisador destacou também que associações que envolvam Protox, além das associações triplas podem causar fitotoxidade na cultura da soja, e o produtor rural não estava mais acostumado com fito em soja após a geração RR, onde o máximo de toxidez observada era um coloração amarelada nas plantas de soja. Porém, a cada ano a necessidade de associações de herbicidas aumenta em virtude das resistências das plantas daninhas, sobretudo àquelas cuja resistência já é múltipla.

Com isso, velhos herbicidas, utilizados na década de 90 e início de 2000, podem voltar a serem utilizados e necessários para que se tenha um manejo eficiente e controle dessas plantas que se tornaram uma grande problemática para o agricultor, destacando-se entre elas a buva.



Para diminuir o PCPI e assim as intervenções em pós-emergência, muitas práticas no manejo integrado de plantas daninhas podem ser utilizadas, como uma boa dessecação antes da entrada da cultura, a aplicação de herbicidas em pré-emergência e a rotação de culturas com espécies consorciadas.

Os herbicidas usados em pós na soja, podem gerar fitointoxicação, que varia conforme a sensibilidade da cultivar, desenvolvimento do genótipo, condições ambientais no momento da aplicação, herbicidas e o seu posicionamento.

A reversão ou atenuação da fitointoxicação vai depender da relação genótipo X ambiente, e pode ser auxiliada com aplicação de “coquetéis” nutricionais e de biorreguladores, aplicados de forma suplementar na soja.

Confira o vídeo abaixo.



Elaboração: Engenheira Agrônoma Andréia Procedi – Equipe Mais Soja.

Nenhum comentário

Deixar um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.