O objetivo deste trabalho foi avaliar o IAF para cultura da soja em ambientes de terras altas irrigado e terras baixas sem irrigação.

Autores: Darlan Scapini Balest1; Eduardo Daniel Friedrich1; Bruno de Lima Fruet1; Lucas Adílio Sari1; Luíza Brum Rodrigues1

Trabalho publicado nos Anais do evento e divulgado com a autorização dos autores.

INTRODUÇÃO

O Brasil é o segundo maior produtor mundial de soja (Glycine max (L.) Merill), com aproximadamente 35 milhões de hectares cultivados anualmente (Conab, 2018). No Rio Grande do Sul (RS), a área semeada com soja foi de aproximadamente 5,3 milhões de hectares nas últimas cinco safras (Conab, 2018). Considerando a diversidade de sistemas ambientais de cultivo e a ampla faixa de Grupos de maturidade relativa (GMR), sendo este o caso do sistema de cultivo de soja no Sul do Brasil, respostas de adaptabilidade de fatores ecofisiológicos devem ser buscado para melhor manejo e maximizar o potencial produtivo.

O índice de área foliar (IAF) representa a razão entre a área foliar do dossel e a unidade de superfície no solo, e representa uma importante variável de crescimento da cultura da soja, pois o IAF apresenta uma grande relação com a produtividade desta cultura. A variação do IAF durante o ciclo de desenvolvimento da soja irá depender da época de semeadura, genótipo, espaçamento e densidade de plantas (Zanon et al., 2015, 2018). O objetivo deste trabalho foi avaliar o IAF para cultura da soja em ambientes de terras altas irrigado e terras baixas sem irrigação.

MATERIAL E MÉTODOS

O delineamento foi de blocos ao acaso com quatro repetições. As cultivares utilizadas foram GMR 4.8 (NS 4823, indeterminado), GMR 5.5, (BMX Elite IPRO, indetermidado) e GMR 6.8 (BMX Ícone IPRO, indeterminado). O experimento representativo de terras altas irrigado foi conduzido na Área Experimental do Departamento de Fitotecnia da UFSM, Santa Maria, RS. A data de semeadura foi realizada dia 17/10/2017, de acordo com o zoneamento do risco climático da soja para a Região Edafoclimática da Soja 101 (Zanon et al., 2016; Kaster, M. Farias, J.R.B. 2012).

O método de irrigação foi irrigação suplementar para evitar estresse hídrico. O experimento em terras baixa sem irrigação foi conduzido na Área Experimental da AGRUM Tecnologias Integradas, no interior de Santa Maria, RS. A data de semeadura ocorreu no dia 05/10/2017. Em ambos experimentos, a avaliação da área foliar foi realizada através de um método não destrutivo que consiste em mensurar quinzenalmente o comprimento e a largura dos folíolos centrais das folhas na haste principal e nas ramificações das plantas.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Na condição irrigada, o IAF variou de 6,9 a 8,0 entre os GMR, sendo que o GMR 4.8 atingiu um máximo IAF de 7,6, o GMR 5.5 de 8,0 e GMR 6.8 de 7,2 (Figura 1). Na condição de terras baixa não irrigada, exceto para o GMR 6.8 que apresentou alto valor de IAF, os GMR 4.8 e 5.5 apresentaram redução no IAF em comparação a condição de terras altas irrigada (Figura 2). O GMR 6.8 (BMX Ícone IPRO) por ser a cultivar de maior ciclo, ramifica mais durante seu ciclo, o que explica um alto IAF em ambos os sistemas (Figuras 1 e 2).

Figura 1 – Evolução do IAF nos GMR 4.8, 5.5 e 6.8 em sistema de terras altas com irrigação. Santa Maria 2018.


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Figura 2 – Evolução do IAF nos GMR 4.8, 5.5 e 6.8 em sistema de terras baixa sem irrigação. Santa Maria 2018.

Em ano que há a possibilidade de ocorrência de períodos de estiagens, GMR maiores é uma alternativa de manejo que possibilita maiores IAF e potencial de produtividade em ambientes de terras baixas.


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As práticas de manejo na cultura da soja que envolve o índice de área foliar devem ser ajustadas de acordo com o grupo de maturidade relativa, ambiente de cultivo e cultivares. Principalmente em sistemas de terras baixas sem irrigação.

CONCLUSÃO

O IAF em terras altas variou entre 6 e 8 para o grupo de GMR apresentando o mesmo comportamento sem ocorrência de estresse hídrico. O IAF em terras baixas apresenta grande variação entre GMR, sendo maior IAF quanto maior o GMR da cultivar. O máximo IAF em terras baixas foi encontrado para o GMR 6.8.

REFERÊNCIAS

CONAB- COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO. Acompanhamento de safra brasileira; grãos, terceiro levantamento. 2017, 130p

KASTER, M.; FARIAS, J.R.B. Regionalização dos testes de valor de cultivo e uso e da indicação de cultivares de soja – terceira aproximação. Londrina: Embrapa Soja. Documentos n330. p. 69.

Zanon, Alencar Junior et al. Contribuição das ramificações e a evolução do índice de área foliar em cultivares modernas de soja. Bragantia, v. 74, n. 3, p. 279-290, 2015.

ZANON, Alencar Junior. Variáveis meteorológica e de manejo que influenciam índice de área foliar, desenvolvimento e rendimento potencial em soja no Rio Grande do Sul. 2015. 151 p. Tese (Doutorado em Agronomia). Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, Santa Maria, 2015.

ZANON, A. J.;STRECK, N. A.; GRASSINI, P. Climate and management factors influence soybean yield potential in a subtropical environment. Agronomy Journal, v. 8, p. 1-8, 2016.

Zanon, Alencar Junior et al. Ecofisiologia da soja visando altas produtividades. 1 ed. Santa Maria, 2018.

Informações dos autores:  

1Acadêmico do Curso de Agronomia, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Santa Maria/RS.

Disponível em: Anais do I Congresso Online para aumento da produtividade de soja 2018. Santa Maria, RS.


O que é IAF?

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