Na última terça-feira (23/10) a justiça americana confirmou a condenação da empresa Monsanto, empresa adquirida recentemente pela companhia alemã Bayer. O processo foi aberto em agosto deste ano e diz respeito ao potencial cancerígeno do herbicida glifosato, o mais  utilizado no mundo. O mesmo teria sido responsável por causar câncer terminal em um jardineiro que entrava frequentemente em contato com o produto.

Na ocasião, a Monsanto foi condenada em 1ª estância e a indenização estava estimada em 289 milhões de dólares, sendo 39 milhões de dólares como compensação e 250 milhões como punição. A unidade da Bayer recorreu a decisão e na última segunda-feira a juíza Suzanne Ramos Bolanos, confirmou a condenação mas reduziu a multa para 79 milhões de dólares.

A Bayer, por sua vez, tenta impugnar a ação que atribui risco de saúde ao herbicida comercializado por sua filial Monsanto sob a marca Roundup. Em pronunciamento, a multinacional alemã disse que a redução da indenização é “um passo na direção certa” e nega o potencial cancerígeno alegando que diversos estudos científicos já mostraram ser o glifosato um produto seguro. A juíza estabeleceu como prazo o dia 7 de dezembro para decidir se aceita a indenização reduzida. Caso positivo, será indeferido o pedido da Monsanto de um novo juízo.

Os impactos da decisão foram sentido quase que de forma instantânea e as ações da Bayer na bolsa de valores de Frankfurt caíram 6,69%, elevando as suas perdas para mais de 30% desde o início do ano. O tema é relevante pois na justiça americana estima-se que a Monsanto enfrente cerca de 8.000 processos.

Redação: Bruna Eduarda Meinen Feil, Assessora de Comunicação Equipe Mais Soja, com informações da Reuters.

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