Levantamento fitossociológico de plantas daninhas na cultura da mandioca após aplicação de herbicidas

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Autores: Renato Nunes Costa¹, Jania Claudia Camilo dos Santos¹, Dayane Mércia Ribeiro Silva¹, Saymon Acchile Santos², Maciel de Oliveira Ramos¹, Jessé Marques da Silva Júnior¹, José Vieira Silva¹

¹Universidade Federal de Alagoas, Arapiraca, AL, Brasil,

² Universidade Federal de Alagoas, Maceió, AL (saymonacchile@gmail.com), Brasil

A mandioca (Manihot esculenta Crantz) é uma cultura de grande importância socioeconômica no Brasil, com alto potencial produtivo e ampla utilização no consumo humano e animal.

Sua produtividade é severamente limitada pela competição com plantas daninhas cujo controle pode ser efetuado de diferentes formas, tendo por isso eficiências e custos diferenciados. Diante disto, esta pesquisa teve como objetivo estudar o uso de moléculas químicas, de diferentes mecanismos de ação, como forma de controle de plantas daninhas, na cultura da mandioca.

O experimento foi realizado no Agreste Alagoano, no município de Arapiraca. A variedade de mandioca utilizada foi a Campinas. Utilizou-se o delineamento experimental em blocos casualizados (DBC), com oito tratamentos e quatro repetições, sendo os tratamentos: capina manual, sem capina e aplicação de seis herbicidas pré-emergêntes:

  • Ametrina;
  • Cletodin;
  • Cloazoma;
  • Flumioxazina;
  • Isoxaflutol;
  • Metribuzim.

Na quantificação das espécies infestantes foram realizados dois levantamentos fitossociológicos (30 e 210 dias após), através de censo populacional das plantas daninhas.

Determinou-se, para cada tratamento, a quantidade e a matéria seca de cada espécie, além de parâmetros fitossociológicos (frequência, densidade, dominância e índice de valor de importância).

As famílias Asteraceae, Cyperaceae, Malvaceae e Poaceae foram as mais expressivas em termos quantitativos.

As moléculas Flumioxazina, Isoxaflutol e Metribuzim mostraram-se mais eficientes no controle das daninhas, assemelhando-se ao controle (capina manual).

O Cletodim foi a molécula mais eficiente no controle do nível de infestação das espécies do gênero Cyperus.

As moléculas Ametrina, Clomazona e Flumioxazina apresentaram baixa eficiência no controle da espécie Commelina benghalensis.

Pelos resultados obtidos, pode-se sugerir que futuros estudos sobre o controle de ervas daninhas na cultura da mandioca, estejam voltados para uso de mistura de moléculas.

Disponível em: Anais do XXX Congresso Brasileiro da Ciência das Plantas Daninhas, Conhecimento e Tecnologia a Serviço do Agricultor. UFSC, 2016. 813 pg.

 

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