O mercado brasileiro de arroz teve preços mais firmes na penúltima semana de agosto. “Com as intenções de compra mais evidentes que as de venda, tanto de arroz depositado como de mercado livre, as cotações apresentaram elevação”, explica o analista de SAFRAS & Mercado, Gabriel Viana.

Na média do Rio Grande do Sul, principal referencial nacional, a saca de 50 quilos encerrou a quinta-feira cotada a R$ 43,89, alta de 0,92% em relação à semana anterior, acumulando elevação de 1,62% frente ao mês anterior. Mas ainda é 1,16% inferior ante o mesmo período do ano passado.

Nos últimos dias, segundo as indústrias beneficiadoras, houve melhor desempenho nas vendas do fardo para os setores atacadista e varejista dos grandes centros. “Entretanto, agentes seguem em ‘queda de braço’ quanto aos preços, devido principalmente à concorrência com o arroz importado”, pondera Viana. Do lado do vendedor, alguns orizicultores disponibilizaram pequenos lotes do depositado para “fazer caixa” e, outros, de arroz “livre” (depositado nas propriedades rurais).

Até o final de julho, o Brasil importou 473 mil toneladas e exportou 606 mil toneladas. “Já superando o previsto”, lembra Viana. “Para esse ano, considerando que as variáveis disponíveis estejam certas, é necessário um déficit comercial (importar mais do que exportar) de 1,2 milhão de toneladas”, pondera.

“Porém, atualmente o saldo é positivo em 135 mil toneladas, sendo pouco provável que nos próximos sete meses tenhamos importações que superem as exportações em 1,35 milhão de toneladas, para fechar com déficit de 1,2 milhão previstos para suprir a demanda doméstica”, frisa o analista. Desta forma, pode ser necessária uma revisão nos quadros de oferta e demanda do mercado brasileiro para que os estoques não fiquem zerados ou negativos neste ano comercial.

Fonte: Agência SAFRAS


Texto originalmente publicado em:
Safras&mercado
Autor: Agência SAFRAS

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