O mercado brasileiro de milho deve manter preços aquecidos nesta quarta-feira, com a atenção dos investidores voltada ao relatório de oferta e demanda de maio de Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. A Bolsa de Chicago opera em alta, em compasso de espera do USDA.

Ontem (11), o mercado brasileiro de milho teve mais um dia de preços firmes. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, as dificuldades de abastecimento permanecem presentes no mercado. “O clima segue como um elemento determinante neste momento, com os modelos apontando para volume pluviométrico bastante irregular até a virada de mês, ou seja, a quebra da safrinha tende a ser ainda maior em diversos estados”, comenta.

No Porto de Santos, o preço ficou na faixa de R$ 89,00 a R$ 101,00 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 87,00/100,00.

No Paraná, a cotação ficou em R$ 105,00/109,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 104,00/106,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 105,00/109,00 a saca.

No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 101,00/103,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 97,00/100,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 96,00/R$ 99,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 85,00/90,00 a saca em Rondonópolis.

Conab

A produção brasileira de milho deverá totalizar 106,413 milhões de toneladas na temporada 2020/21, com avanço de 3,7% na comparação com a temporada anterior, quando foram colhidas 102,586 milhões de toneladas. A projeção faz parte do oitavo levantamento de acompanhamento da safra brasileira de grãos, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Em abril, a Conab indicava produção de 108,965 milhões de toneladas. A revisão para baixo entre uma estimativa e outra ficou em 2,3%.

A Conab trabalha com uma área de 19,873 milhões de hectares, com alta de 7,3% sobre o ano anterior, quando foram cultivados 18,527 milhões de hectares. Em abril, a previsão era de 19,717 milhões de hectares.

A produtividade está estimada em 5.355 quilos por hectare, com baixa de 3,3% sobre a temporada anterior, quando o rendimento ficou em 5.537 quilos. Em abril, a previsão era de 5.526 quilos.

A primeira safra de milho deverá totalizar produção de 24,676 milhões de toneladas, com queda de 3,9% sobre a temporada anterior, quando foram colhidas 25,689 milhões de toneladas. Em abril, a Conab indicava safra de 24,512 milhões de toneladas.

A segunda safra, ou safrinha, está estimada em 79,799 milhões de toneladas, 3,4% abaixo das 82,608 milhões de toneladas indicadas em abril. A Conab espera um aumento de 6,3% sobre o total colhido no ano passado, de 75,053 milhões de toneladas.

A terceira safra está estimada em 1,937 milhão de toneladas, alta de 5,1% sobre a temporada anterior, de 1,843 milhão de toneladas e 5,0% superior ao volume estimado no mês passado, de 1,844 milhão de toneladas.

Chicago 

Os contratos com entrega em julho de 2021 operam com ganho de 1,75 centavo em relação ao fechamento anterior, ou 0,24%, cotada a US$ 7,24 por bushel.

Em sessão volátil, o mercado opera em alta leve, em compasso de espera para o relatório de oferta e demanda de maio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Analistas consultados pelas agências internacionais apostam em uma produção de 15,071 bilhões de bushels de milho em 2021/22, superando a safra 2020/21, que está estimada em 14,182 bilhões de bushels.

Os estoques finais de passagem da safra 2021/22 norte-americanos devem ser indicados em 1,354 bilhão de bushels. Para a safra 2020/21, os estoques finais de passagem devem ser reduzidos de 1,352 bilhão de bushels para 1,26 bilhão de bushels.

Para a safra global 2021/22, os estoques finais de passagem devem ser indicados em 284,1 milhões de toneladas. A previsão é de que os estoques finais de passagem da safra mundial 2020/21 sejam apontados em 279,4 milhões de toneladas, abaixo das 283,9 milhões de toneladas indicadas no mês passado.

A safra de milho do Brasil 2020/21 deverá ser indicada em 103,4 milhões de toneladas, aquém das 109 milhões de toneladas apontadas em abril. Já a safra da Argentina 2020/21 deve ser apontada em 47,4 milhões de toneladas acima das 47 milhões de toneladas previstas no mês passado.

Ontem (11), os contratos de milho com entrega em julho/21 fecharam a US$ 7,22 1/4, alta de 10,50 centavos de dólar, ou 1,47%, em relação ao fechamento anterior.

Câmbio 

O dólar comercial registra alta de 0,28% a R$ 5,239.

Indicadores financeiros 

  • As principais bolsas da Ásia encerraram mistas. Xangai, +0,61%. Tóquio, -1,61%.
  • As principais bolsas na Europa registram índices mistos. Paris, -0,04%. Londres, +0,63%.
  • O petróleo opera em alta. Junho do WTI em NY: US$ 66,15 o barril (+1,34%).
  • O Dollar Index registra ganho de 0,2% a 90,32 pontos.

Fonte: Agência SAFRAS

Texto originalmente publicado em:
Safras e Mercados
Autor: Arno Baasch - Agência SAFRAS

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