Com elevada capacidade em causar danos em culturas anuais como soja e milho, o caruru é uma complexa planta que desafia o manejo de plantas daninhas. Dentre as características das plantas do gênero Amaranthus, podemos destacar a elevada habilidade competitiva, a alta produção de sementes, e o rápidos crescimento e desenvolvimento.

Segundo Gazziero & Silva (2017), dependendo da espécie de caruru e condições ambientais, uma planta pode crescer de 4 cm a 6 cm por dia, refletindo em uma elevada capacidade do caruru em competir com a cultura cultivada por água, radiação solar e nutrientes do solo.


Veja mais: ISSÃO CARURU – Episódio 11 – Habilidade competitiva


Em conjunto com essas características, algumas espécies de caruru possuem resistência conhecida a herbicidas de diferentes mecanismos de ação, fato que torna ainda mais difícil o controle do caruru. Dentre as principais espécies de ocorrência no Brasil, podemos destacar o Amaranthus, hybridus, Amaranthus retroflexus, Amaranthus viridis e o Amaranthus palmeri, esse último, com ocorrência mais concentrada no estado do Mato Grosso.

Conforme destacado pelo Professor Mauro Rizzardi em mais um episódio da MISSÃO CARURU, duas das principais espécies de caruru de ocorrência no Brasil possuem resistência ao glifosato e pelo menos três apresentam resistência a herbicidas inibidores da ALS.

Quadro 1. Casos de resistência conhecidos de espécies de caruru a diferentes mecanismos de ação de herbicidas e herbicidas em diferentes culturas agrícolas no Brasil.

Fonte: Heap (2021)

Os casos de resistência do caruru a herbicidas vêm evoluindo desde 2011 no Brasil, abrangendo casos de resistência simples e múltipla a herbicidas. Conforme destacado por Rizzardi, a capacidade do caruru em se reproduzir, podendo inclusive haver cruzamento entre espécies (hibridização), transmitindo a resistência a novas populações, contribui para o aumento dos casos de resistência dessas plantas daninhas a herbicidas.

Figura 1. Evolução dos casos de resistência das principais espécies de caruru de incidência em cultivos agrícolas.

Abreviações ALS, FSII, PROTOX e EPSPs correspondem a nomenclatura dos respectivos mecanismos de ação de herbicidas ao qual a planta daninha apresenta resistência.
Fonte: Heap (2021)

Confira abaixo mais um episódio da MISSÃO CARURU com as dicas e contribuições do professor Mauro Rizzardi.

Referências:

GAZZIERO, D. L. P.; SILVA, A. F. CARACTERIZAÇÃO E MANEJO DE Amaranthus palmeri. Embrapa, Documentos, n. 384, 2017. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/159778/1/Doc-384-OL.pdf >, acesso em: 23/07/2021.

HEAP, I. THE INTERNATIONAL HERBICIDE-RESISTANT WEED DATABASE, 2021. Disponível em: < http://www.weedscience.org/Pages/Species.aspx >, acesso em: 23/07/2021.

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