O mofo branco é causado por Sclerotinia sclerotiorum, este patógeno tem como fator favorável à sua disseminação a gama de hospedeiros em que pode parasitar. Considerado uma das doenças mais antigas na cultura da soja tem seu ambiente favorável em localidades de altos índices de precipitação e temperaturas amenas. Abaixo, sintomas característicos em plantas de soja.



O mofo branco não é só uma doença preocupante no solo mas também de parte aérea. O dano de parte aérea normalmente está associado as flores infectadas, reduzindo a produção de grãos, com medidas de controle elevando os custos de produção, visto que os fungicidas recomendados para seu controle são específicos. Após o florescimento tem-se uma proliferação da doença, e isso se deve por que a flor é fonte primária de energia, possibilitando o surgimento de novas infecções. Assim, depois da colheita, os escleródios que antes estavam na planta vão para o solo, vindo a ser fonte de inóculo para cultura sucessora.

Nesta safra, o clima e as condições da cultura estão favorecendo a ocorrência nas lavouras do RS, e por isso a pesquisadora da CCGL TEC Caroline Wesp Guterres emitiu uma nota de alerta aos produtores, com dicas de manejo para que se evitem perdas de produtividade. Abaixo você confere o alerta emitido:

Figura 1. Sintoma de mofo branco em soja

Segundo a Pesquisadora a boa disponibilidade hídrica no período reprodutivo da soja favorece o desenvolvimento do mofo branco, fazendo com que os escleródios germinem, dando origem aos apotécios (estruturas de frutificação), que produzem ascósporos (estrutura de reprodução) capazes de infectar as plantas de soja, principalmente as flores.


Leia também, outro material da Pesquisadora Caroline Wesp Guterres : Mofo branco – Como manejar esse inimigo silencioso?


Pensando nisso, a CCGL elaborou algumas dicas que podem te ajudar a manejar este inimigo silencioso:

  • Utilizar sementes certificadas;
  • Realizar rotação de cultura com gramíneas com destaque para o milho;
  • Em áreas com problema, evitar o cultivo de espécies hospedeiras como nabo, canola, feijão e girassol;
  • Quando a soja for cultivada em áreas com histórico da doença, evitar elevada população de plantas, aumentar o espaçamento entre linhas, utilizar cultivares mais precoces com porte mais ereto;
  • Manter boa camada de palha, que haje como barrera física para liberação de ascósporos;
  • Utilizar antagonistas na entressafra e em períodos iniciais de cultivo, como Trichoderma e Bacillus;
  • Monitorar a presença de apotécios na lavoura;
  • No caso da identificação, usar fungicidas específicos para controle do mofo branco a partir do inicio do florescimento (estádio R1). Caso as condições ambientais sejam favoráveis as doenças ou sejam observados apotécios, indica-se nova aplicação de fungicida em intervalo não superior a 10 dias.

A Equipe Mais Soja agradece a colaboração da Pesquisadora da CCGL Caroline Wesp Guterres.


Leia Mais: Eficiência de fungicidas para controle de mofo-branco (Sclerotinia sclerotiorum) em soja, na safra 2017/18


Confira também os dicas do pesquisador Mauricio Meyer, da Embrapa sobre a doença:

 

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