Mudança de identidade

0
370

Thielaviopsis basicola é reclassificado como Berkeleyomyces basicola

Thielaviopsis basicola é um fungo patogênico do filo Ascomycota, causador da podridão negra das raízes. Possui uma gama de hospedeiros, entre eles: agrião, alface, algodão, amendoim, cenoura, citros, ervilha, feijão, fumo, pêssego, rúcula e soja. Normalmente, coloniza o tecido radicular nas primeiras duas a oito semanas de crescimento da cultura.

Foi relatada pela primeira vez no Brasil em 1999, no Rio de Janeiro. A doença causa redução no crescimento e murchamento da planta, manchas escuras e apodrecimento das raízes. Pode ser confundida com distúrbios fisiológicos da planta ocasionados pela falta de irrigação ou salinização devido ao uso excessivo de fertilizante.

O solo contaminado é uma importante fonte de inóculo. Desenvolve-se melhor em solos úmidos e climas mais frios. Para controle da praga é recomendado eliminar restos culturais, manter o pH do solo abaixo de 5,6, realizar rotação de culturas, drenagem do solo, uso de equipamentos estéreis, de meios sem solo, plantas resistentes e sementes sadias. Atualmente não há fungicida registrado no Brasil para o controle desta doença.

Esta praga é um importante fator limitante para produção agrícola. Considerando o risco de propagação da doença, assim como sua severidade quando incidente, pesquisadores da Universidade de Pretória, na África do Sul, analisaram filogeneticamente espécimes consideradas de T. basicola. Para isso, utilizaram 41 isolados, sendo de 13 locais geográficos distintos mundialmente, e dados de sequência de DNA de seis regiões de genes diferentes.

Através dos dados obtidos foi evidenciado que T. basicola possui uma espécie críptica irmã, ou seja, que são morfologicamente idênticas e isoladas reprodutivamente entre si. Como resultado, os autores descreveram um novo gênero (Berkeleyomyces) dentro da mesma família (Ceratocystidaceae) de Thielaviopsis e uma nova espécie. Devido aos novos achados os pesquisadores propuseram uma nova combinação para T. basicola, agora classificada como Berkeleyomyces basicola e sua espécie críptica como B. rouxiae.

A correta classificação e identificação das espécies é fundamental para o estabelecimento de medidas fitossanitárias.

Para saber mais: Nel et al. (2017)

Foto: INRA (xxxx)

Fonte: Defesa Vegetal.Net

Texto originalmente publicado em:
Defesa Vegetal.Net
Autor: Defesa Vegetal.Net

Nenhum comentário

Deixar um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.