Mas os problemas atuais de resistência não se resumem apenas à ferrugem asiática. Podemos citar resistência em percevejos, mosca branca, lagartas e plantas daninhas como capim-amargoso e buva, por exemplo. O vazio sanitário diminui a população das pragas e reduz o número de aplicações nas fases iniciais da cultura. por sua vez, a redução da janela de semeadura diminui o número de ciclos das pragas, reduzindo a velocidade da resistência. Da mesma forma, a rotação de culturas consiste em uma técnica fundamental de manejo dessas pragas.


Por que foi adotado o vazio sanitário e somente agora
se propõe a calendarização?


Todas as pragas citadas têm um aspecto em comum: poucas opções de modos de ação nos produtos existentes e quase nenhum modo de ação novo a ser lançado nos próximos anos. E aqui cabe uma separação: novos ingredientes ativos nem sempre têm modos de ação diferentes. Por exemplo, os últimos fungicidas de sitio específico lançados foram do grupo das Carboxamidas (FRAC C2). Se uma indústria lança depois um novo produto também do Grupo C2, este novo produto provavelmente terá maior eficácia no momento do lançamento. Mas nesse caso, sob a ótica da resistência, não existe efetividade na rotação deste novo produto com as demais Carboxamidas que já estavam no mercado, pois haverá um processo de resistência cruzada.


A evolução da praga não volta atrás – resistência
é algo que não se elimina, se retarda


Este post faz parte de documento elaborado pela Andef, Sindiveg, AgroBio Brasil CIB, Abrass, Abrasem, Braspov, Fundação MT, Consórcio Anti Ferrugem e CESB, com apoio do FRAC, IRAC e HRAC. Acesse o documento completo aqui.

Se você concorda com a posição destas instituições, acesse e confira o Manifesto em favor da sustentabilidade de sojicultura Brasileira aqui.


Confira a posição do pesquisador Décio Gazzoni da Embrapa – Soja.


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