O algodão é uma das culturas de maior importância no mundo, é produzido em mais de 60 países e a expectativa é que a produção brasileira atinja a marca de 2,5 milhões de toneladas na safra 2018/2019. Atualmente, o Brasil é um dos cinco maiores produtores do mundo e este mercado movimenta cerca de U$ 12 bilhões por ano.

A região com maior produção em nosso país é o Centro-Oeste, onde em maio de 2017, no município de Sapezal – MT, foram observados algodoeiros com nanismo, perda de gemas florais, folhas distorcidas e nós espessos.

As amostras foram recolhidas para análise e foram encontrados nematoides do gênero Aphelenchoides utilizados para a montagem de lâminas para avaliações morfológicas mais aprofundadas. Os resultados indicaram tratar-se de nematoides da espécie Aphelenchoides besseyi e o DNA mostrou que estes encontrados infestando algodoeiros são semelhantes aos encontrados em soja e arroz.

Também foram realizados dois testes de reinfecção com A. besseyi e os mesmos sintomas foram observados nos algodoeiros com alto número de nematoides recuperado, as densidades foram de 970 e 2.244 nematoides/g de tecido fresco. O acompanhamento no campo demonstrou que cultivos de soja instalados na mesma área afetada antes ou depois do algodão sofreram danos decorrentes da infestação dos nematoides.

Tendo em consideração a produção de algodão do Centro-Oeste é importante que seja avaliado este registro a fim de evitar maiores danos tanto em algodão quanto em soja no Estado do Mato Grosso. A espécie A. besseyi, é conhecida popularmente como causadora da ponta-branca, soja louca II e do enfezamento-do-morangueiro e tem como hospedeiros arroz, batata-doce, morango e milho, dentre outros cultivos. Este foi o primeiro relato da espécie em partes aéreas de algodão.

Para saber maisFavoreto et al. (2018) 



Fonte: Defesa Vegetal

Texto originalmente publicado em:
Defesavegetal.net
Autor: Defesa Vegetal

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