Nova lista de princípios ativos para fabricar agroquímicos favorecerá agricultores

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O Brasil, por ser um país tropical, possui uma grande biodiversidade, fazendo com que a quantidade de pragas e doenças que ataca as lavouras seja muito grande, assim como a concorrência por plantas invasoras. É o que destaca Guilherme Guimarães, gerente técnico e de Regulamentação Federal da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), ao avaliar a divulgação de uma nova lista com os princípios ativos mais importantes para a fabricação de defensivos agrícolas no País e a relação de pragas e doenças que causam maior risco às lavouras.

“Nos últimos anos, temos detectado o aparecimento de novas pragas e doenças por motivos diversos, como alterações climáticas, resistência a produtos químicos, entrada de pragas exóticas existentes em países vizinhos, entre outras”, ressalta Guimarães. “E essas novas pragas recebem classificações diversas e várias delas atingem níveis alarmantes e são consideradas pragas de maior importância econômica para o País”, completa.

A lista dos princípios ativos liberados para fabricação de agroquímicos, publicada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), no Diário Oficial da União (DOU) do último dia 27 de janeiro, atende a uma antiga solicitação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). De acordo com a entidade, a intenção é definir as substâncias consideradas prioritárias como forma de agilizar a oferta de mais agroquímicos no mercado, evitando prejuízos econômicos à produção agrícola nacional.

“A identificação e priorização de registros de produtos que atendam às necessidades atuais dos agricultores, sejam eles patenteados ou genéricos, muito contribuirá para disponibilizar agroquímicos adequados à proteção das lavouras. Ter à disposição produtos para uso no cultivo de frutas e verduras, por exemplo, é fundamental para manter os produtores rurais no mercado, atuando conforme as disposições regulares”, analisa Reginaldo Minaré, assessor técnico da Comissão de Tecnologia da CNA.

Ele também ressalta que, além disto, “pragas novas podem exigir produtos novos e a necessidade de uso é imediata ao surgimento das pragas, que nem sempre esperam o moroso processo de registro para atacar as lavouras”.

Ao longo da última década, relata Minaré, “os agricultores brasileiros vêm enfrentando problemas com a pouca disponibilização de produtos no mercado, sejam eles novos, genéricos ou biológicos”. “Além de prejudicar o combate às pragas, esta parca disponibilização anula a concorrência e faz aumentar o preço deste insumo, que tem significativo impacto na planilha de custo de produção. A morosidade do processo de registro de defensivos é, hoje, apontada como a principal causa desta distorção no mercado, que prejudica sobremaneira os agricultores, especialmente os produtores de frutas e verduras”, reforça o assessor técnico da Confederação.

NOVAS PRAGAS

Na opinião do gerente técnico e de Regulamentação Federal da Andef, Guilherme Guimarães, para que a agricultura brasileira não perca a competitividade, “existe a necessidade que ferramentas estejam à disposição do agricultor para que ele possa manejar seus cultivos, nos momentos adequados”. “Quando surgem pragas novas, há necessidade de adaptação rápida das áreas de pesquisa e desenvolvimento e, posteriormente, agilidade das autoridades competentes para disponibilizar tais ferramentas para o agricultor.”

Diante do atual cenário, ele destaca que o Departamento de Fiscalização de Insumos Agrícolas (DFIA), da Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa, liberou o Ato nº 1, em 22 de janeiro de 2016, que define critérios para identificação de produtos que atendem às necessidades de controle de pragas de maior importância econômica.

“Essas pragas já estavam identificadas na Portaria DSV (Divisão de Sanidade Vegetal) nº 5, de 21 de agosto de 2015. Agora, os produtos identificados receberão prioridade de análise pelos órgãos competentes; e a DSV e a DFIA farão o monitoramento do andamento dos processos a cada três meses.”

Veja os princípios ativos prioritários e as pragas e doenças relacionadas:

I – Bicudo do algodoeiro (Antonomus grandis): Tolfenpirade; Bifentrina; e Gama-cialotrina + Malation;

II – Ferrugem da soja (Phakopsora pachyrhizie): Azoxistrobina + Tebuconazol + Mancozebe; Picoxistrobina + Tebuconazol + Mancozebe; Azoxystrobina + Ciproconazole + Mancozeb; Picoxistrobina + Benzovindiplupir; Bixafen; Fluxapyroxad + Epoxiconazole + Pyraclostrobin; Metominostrobin + Tebuconazole; Azoxystrobin + Benzovindiflupir;

III – Mofo branco (Sclerotinia sclerotiorum): Procimidone; Ciprodinil; Fluazinam; Isofetamid; Iprodiona; Fluopyram; Procimidone + Fenpirazamina; Cyprodinil + Fludioxonil; Tiofanato Metílico + Fluazinam;

IV – Broca-do-café (Hypothenemus hampei): Metaflumizone e Bifentrina + Acetamiprid;

V – Helicoverpa armigera: Benzoato de emamectina; ciantraniliprole; Indoxacarb; Metaflumizone; Tiodicarbe; Espinetoram + Metoxifenozida; e Lufenuron + Profenofós;

VI – Mosca branca (Bemisia tabaci): Acetamiprid; Ciantraniliprole; Diafentiuron; Piridabem; Piriproxifen; Sulfoxaflor; Bifentrina + Acetamiprid; Acetamiprid + Etofenproxi;

VII – Nematoides (Pratylenchus brachyurus): Fluensulfone;

VIII – Conyza bonariensis e Digitaria insularis: Cletodim; Diafentiuron; Dicamba; Glufosinato sal de amônio; Mesotrione; Pyroxasulfone; Sulfentrazone; Flumioxazina + Imazetapir.

Acesse a íntegra da decisão no DOU: http://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?data=27/01/2016&jornal=1&pagina=22&totalArquivos=92.

Fonte: SNA/RJ

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Texto originalmente publicado em:
SNA/RJ
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