Tanto pragas quanto doenças, constituem-se em gargalos importantes do rendimento e produtividade das culturas agrícolas. Como vilões da produção, ocasionam prejuízos econômicos que perpassam o bolso do produtor, atingindo o cenário macro, a nível mundial.

O trabalho intitulado: A carga global de patógenos e pragas nas principais culturas alimentares dos autores Serge Savary, Laetitia Willocquet, Sarah Jane Pethybridge, Paul Esker, Neil McRoberts e Andy Nelson. Publicada em Natureza Ecologia e Evolução (2019), (acesse o original aqui) produziu informações e forneceram, através da sua pesquisa, estimativas numéricas de perdas de rendimento em uma base individual de patógeno e praga para cinco das principais culturas agrícolas mundiais.



Os resultados desta pesquisam elencam 137 patógenos e pragas associadas ao trigo, arroz, milho, batata e soja, onde as estimativas de perda de rendimento (faixa) para trigo foram de 21,5% (10,1–28,1%), arroz 30,0% (24,6–40,9%), milho 22,5% (19,5–41,1%) batata 17,2% (8,1-21). 0%) e soja 21,4% (11,0–32,4%).

No Brasil, um estudo realizado pelo CEPEA/Esalq, em 2016, sobre a incidência de pragas e doenças, demonstra o grave impacto econômico, inclusive no bolso do consumidor, com perda de produção nas culturas de milho, soja e algodão em função do ataque de pragas não controladas por defensivos. Consulte relatório completo, acessando aqui.

Tendo em vista o controle de pragas, doenças e daninhas, a Portaria nº 112 de 8 de outubro de 2018 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento/Secretaria de Defesa Agropecuária estabeleceu as pragas de importância econômica de maior risco fitossanitário para as culturas agrícolas nacionais (veja na íntegra), para fins de priorização da análise dos processos de registro de produtos e tecnologias de controle. Dentre as nominadas neste documento, abaixo estão elencados algumas culturas que ocupam grande parte da produção agrícola nacional:

* Pragas Quarentenárias Presentes

De maneira geral, os fatores que comprometem a produção agrícola de alimentos e commodities são aspectos a serem trabalhados no campo da pesquisa, hoje, com toda tecnologia e informação disponível, desenvolver soluções no campo químico, biológico e mecânico é, em partes, mais fácil se comparado com outros tempos da agricultura brasileira. Cabe aos pesquisadores, profissionais do agro e produtores rurais fazerem uso correto e consciente da ferramenta disponível.

Elaboração: Daniela Moro – Equipe Mais Soja


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