Há quem diga que a soja vai a duzentos reais/saca, há quem faça teoria da conspiração, como um certo canal de televisão que já errou feio, há quem se perde esperando demais e há os que acompanham adequadamente o mercado, entendendo o que se passa.

O alerta dos Fundos: cotações estão muito altas

Segundo os analistas da T&F, Apesar da forte queda de 58,5 cents/bushel nesta sexta-feira – por liquidação dos Fundos, que garantiram seus lucros diante de um mercado de clima e de um feriado prolongado, apenas isto, “os futuros ainda permanecem firmes em comparação a onde estavam no verão passado. O mercado ainda está com falta de soja”, segundo relatado nos comentários sobre Chicago nesta sexta-feira.

De um lado os estoques de soja nos EUA estão baixíssimos, no Brasil idem e, de outro, a China continua com seu apetite voraz por matéria-prima, agravado pelo relato do Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais de um surto de ASF em uma fazenda na província de Guangdong, no sul da do país, com mais de 1.000 porcos, dos quais 214 apresentaram sintomas e morreram.

Embora a forma da indústria chinesa de suínos tenha evoluído ao longo do último surto, há dois anos será uma preocupação para o suprimento futuro de suínos caso as infecções se espalhem.

Por outro lado, há dois fatores negativos presentes hoje no mercado:

  • Preços e cotações muito elevadas – que podem provocar reversão, como ocorreu com os Fundos e poderá ocorrer com as trituradoras, pelo enorme aumento do custo e encolhimento das margens de esmagamento (o óleo de soja subiu nesta semana, mas tinha caído na semana anterior e está andando de lado desde outubro, em Chapecó, por exemplo). Os preços já subiram R$ 17,00/saca desde dezembro, o que já é muito. Em nossa opinião podem subir um pouco mais, mas a alta será limitada pelo início da colheita e pelos altos custos dos compradores;
  • Iminência da entrada da safra brasileira. Embora muito atrasada, os compradores (que sempre tem estoques para pelo menos dois meses) sabem que, a partir de fevereiro, poderão contar com a soja brasileira em volumes maiores. Então, a “falta de soja” relatada acima é de curto prazo.

Que os futuros em Chicago podem subir um pouco, sim, podem, mas não vemos nada muito mais expressivo do que tivemos até agora.

Finalmente, cabe-nos mostrar o que realmente interessa: a lucratividade, que está ao redor de 95,55% para o sojicultor do Sul do país. Como sempre dizemos, muita gente perdeu grandes lucros por correr atrás de preço. Não seja um deles.



Fonte: T&F Agreconômica

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