Vassourinha-de-botão: saiba qual sua importância para a cultura da soja!

Hoje vamos continuar falando de algumas das principais espécies de plantas daninhas na cultura da soja.

O texto de hoje é sobre a vassourinha-de-botão (Spermacoce verticillata L.).

A ocorrência desta espécie está aumentando em lavouras de soja do Brasil.

Isso está causando preocupação entre os produtores, pois foram relatadas falhas no controle desta planta daninha, principalmente nos estádios mais avançados de crescimento.

Curiosidades

A vassourinha-de-botão é nativa das Américas, e ocorre desde o Sul dos Estados Unidos até a parte meridional da América do Sul.

No Brasil, se desenvolve em todas as regiões, principalmente no Centro-Oeste. 

 Tolera solos ácidos e com menos nutrientes.

Características botânicas

  • Família Rubiaceae;
  • Planta perene;
  • Reprodução por sementes;
  • Hábito é semi prostrado ou ereto;
  • 30 cm de altura;
  • Muito ramificada e, por isso, com aparência cespitosa;
  • Caule cilíndrico na parte basal, muito ramificado, com ramos tetrágonos;
  • Pilosidade curta e abundante.
  • Folhas lisas e glabras de coloração verde e intensa;
  • Folhas simples, sem pecíolo, dispostas de forma verticillata nos vários nós;
  • Flores em geral são brancas;
  • Raiz pivotante.

Nomes populares

  • cordão-de-frade;
  • cordãozinho-de-frade;
  • erva-botão;
  • falsa-poaia;
  • perpétua-do-mato;
  • poaia-comprida;
  • poaia-falsa;
  • poaia-preta;
  • poaia-rosário;
  • vassoura-botão;
  • vassourinha.

Fonte: Bayer.

Por que esta planta causa preocupação entre os produtores?

No Brasil, não existem casos de resistência desta planta. 

Porém, é uma espécie tolerante, de difícil controle com o herbicida glyphosate.

Estudos apontam a ocorrência de tolerância diferencial entre as populações de vassourinha-de-botão ao herbicida glyphosate na dose de 1.500 g e.a./ha.

Como controlar?

Segundo o Guia de Herbicidas, são registrados para o controle de vassourinha-de-botão apenas os herbicidas 2,4-D + picloram e glufosinate. 

Já, de acordo com o Agrofit podem ser utilizados os herbicidas: glufosinate, imazapyr, 2,4-D + picloram e diuron + hexazinone.

Entretanto, o estudo realizado por Fadin (2017) avaliou o controle desta planta daninha em 3 estádios de desenvolvimento: 2 – 4 folhas, 4 – 6 folhas e florescimento. Os tratamentos estão dispostos na figura abaixo.

Fonte: Fadin (2017).

Dentre os tratamento testados por Fadin (2017), foram eficazes os herbicidas paraquat, 2,4-D, glyphosate, flumioxazin, cloransulam, saflufenacil, glyphosate + 2,4-D, glyphosate + saflufenacil e glyphosate + flumioxazin em todos os estágios avaliados. 

Em estudo realizado por Lourenço (2018) os melhores controles foram obtidos com as associações triplas: glyphosate + saflufenacil + imazethapyr, glyphosate + saflufenacil + carfrentazone, glyphosate + saflufenacil + flumioxazin, glyphosate + saflufenacil + 2,4-D e glyphosate + carfentrazone + flumioxazin.

Conclusão

O controle da vassourinha-de-botão está preocupando diversos produtores.

Esta espécie vem tornando-se importante na cultura da soja.

Neste texto vimos algumas características botânicas que poderão lhe auxiliar na identificação desta espécie.

Também vimos alguns manejos químicos que podem ser adotados para um controle eficaz.

Gostou do texto? Tem mais dicas sobre o tema? Adoraria ver o seu comentário abaixo!

Sobre a Autora: Ana Ligia Girardeli, Sou Engenheira Agrônoma formada na UFSCar. Mestra em Agricultura e Ambiente (UFSCar) e Doutora em Fitotecnia (USP/ESALQ). Atualmente, estou cursando MBA em Agronegócios.

 

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