Orientações para a semeadura e manejo de adubação

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As condições para a semeadura têm sido favoráveis nas últimas semanas. Pelos dados do IRGA, até dia 16 de novembro mais de 77 % das áreas estavam semeadas, porém nas regiões Central e Planície Costeira Externa estão mais atrasadas, com 57 e 42 %, respectivamente.

O período ideal para a semeadura do arroz no Rio Grande do Sul é até 15 de novembro, para semeaduras após esta data se faz necessário algumas adequações de manejo.

Por meio deste boletim, o IRGA disponibiliza informações da previsão e tendência do tempo e das práticas de manejo que possam auxiliar os produtores na tomada de decisão para uma melhor e mais rápida implantação das lavouras, manejo e eficiência no uso dos insumos em semeaduras após o período ideal.

Para fins de análises da previsão do tempo, citamos os municípios de Uruguaiana, Santa Maria, Dom Pedrito, Camaquã, Pelotas e Viamão, representando as seis regiões orizícolas. Estas previsões valem para toda a Metade Sul do estado. Porém, de Novembro para diante, a previsão pode sofrer alterações quando à consultamos dia a dia, pois as frentes frias avançam, mas tendem a ser menos intensas que durante o inverno. E por vezes, as chuvas não serão tão bem distribuídas em todo o estado.

1. Condição do tempo no curto e médio prazo

Analisando as previsões de alguns centros de meteorologia (Somar Meteorologia, Climatempo e AccuWeather) observa-se que as chuvas ainda acontecerão, mas a tendência é que diminuam sua intensidade no Rio Grande do Sul.

Lembrando que a PREVISÃO de precipitação vale para até 7 dias. Após esse período ela é analisada como TENDÊNCIA. Outro fator a ser levado em conta é a confiabilidade das previsões. Previsão do tempo de 1 a 5 dias tem sua confiabilidade diminuindo de 100 para 70%.

Previsão do tempo para o período: 20 a 26 de Novembro

Conforme gráfico abaixo, existe a previsão de chuva muito fraca na terça-feira, podendo em alguns locais nem chover. Para o final de semana tem-se a perspectiva de volume um pouco maior variando de 10 à 30 mm, dependendo da região.

Tendência do tempo à médio prazo: 27 de Novembro a 04 de Dezembro

A próxima mudança no tempo, que poderá trazer chuva está para o início de dezembro. É importante ir acompanhando essa previsão, pois ela poderá mudar, principalmente o volume acumulado de precipitação.

2. Quais práticas de manejo podemos adotar?

2.1 Quanto a Variedades:

Recomenda-se a utilização de variedades de ciclo precoce com resistência a Brusone. Porém é importante salientar que as variedades IRGA 424 e IRGA 424RI apresentam bom comportamento em semeaduras na segunda quinzena de novembro, com patamar produtivo na ordem de 8 a 9 ton.ha-1 e sobretudo resistência a Brusone.

2.2 Quanto à semeadura:

O IRGA recomenda algumas ações de manejo que visam maximizar as oportunidades de semeadura:

·         Manter a densidade de semeadura entre 80-100Kg.ha-1

·         Planejar a logística para aumentar a área semeada por dia, aproveitando ao máximo a janela de semeadura;

·         Priorizar o processo de semeadura, pois a plantadeira operando apenas com semente pode aumentar em 30% a área semeada diariamente. Neste caso, o adubo pode ser aplicado posteriormente à lanço, antes ou junto com a aplicação de uréia no seco.

2.3 Quanto à adubação:

·        Calibrar a adubação segundo expectativa de rendimento (como regra geral podemos reduzir em 20% a adubação de base e a adubação nitrogenada, para semeaduras na segunda quinzena de novembro comparada com semeaduras de outubro);

·        Antecipar a adubação nitrogenada para o estádio V2-V3 (arroz com 2 a 3 folhas), lembrando que grande parte ou todo nitrogênio programado deve ser aplicado neste momento, garantindo sua máxima eficiência;

·        Iniciar a irrigação permanente imediatamente após a aplicação da adubação nitrogenada, lembrando que para maior eficiência do Nitrogênio a irrigação deve ser finalizada no máximo 5 dias após a aplicação do N em seco.

Material disponível para download: Circular Técnica: Orientações para a semeadura e manejo de adubação

Por DOAT/DATER, Coordenadorias Regionais do Irga e Jossana Cera 

Jossana Cera é meteorologista, doutora em Engenharia Agrícola pela UFSM e consultora do Irga.

Texto originalmente publicado em:
Irga
Autor: Por DOAT/DATER, Coordenadorias Regionais do Irga e Jossana Cera 

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