O esforço e o capital investido desde o momento da semeadura até a colheita podem ser perdidos em apenas algumas horas, isso se não for dada a devida atenção a um fator simples chamado de planejamento.

Planejamento este que envolve época de semeadura, sementes de alta biotecnologia aplicada e com isso gerando materiais de altos potenciais de produção, além de semeadura direta, manejo integrado de invasoras e pragas, maquinário de desempenho superior, e medidas que diminuam as perdas da colheita são alguns dos avanços promissores que objetivam em suma o aumento na produção global de grãos, e graças a estas medidas, na ultima safra o Brasil chegou a 232 milhões de toneladas, e a produção argentina deu um salto últimos 25 anos de 37 a 125 milhões de toneladas produzidas.

No Brasil a Embrapa considera como tolerável a perda de até um saco (60kg) por hectare quando se fala em soja. Quando o assunto é milho a Embrapa julga tolerável  1,5 sacos/ha. Considerando esta perda como aceitável, estamos falando em perdermos até 36.0 milhões de sacas de soja e 24.5 milhões de sacas de milho. Já pensou em quanto recurso isto representa?



Na Argentina, em avaliações de perdas feitas pelo INTA nas últimas 3 safras em 7 províncias, denotam que o país perdeu US$ 1,098 bilhão com perdas de grãos na colheita.

No caso das culturas de grãos mais importantes, as perdas reais excedem a níveis de tolerância recomendados pelo INTA entre 25% a 50%, gerando um nível atual de 1.098 milhões de dólares de perdas por ano. Na tabela abaixo, o estudo mostra que os níveis de perdas podem ser reduzidos nos próximos 3 anos em 20%, aumentando saldo exportável do país em aproximadamente 219 milhões de dólares por ano.

Tabela 1. Médias de perda na última safra de grãos na Argentina

No quadro abaixo pesquisadores da Embrapa listam os principais problemas de perdas de grãos, suas causas e soluções.

Tabela 2. Principais problemas observados na colheita mecanizada de soja, suas possíveis causas e as soluções recomendadas para a diminuição das perdas/desperdícios de grãos e a conservação do equipamento de colheita.

Quando se fala em perdas físicas devemos levar em conta que o processo de colheita é o principal responsável pela dano mecânico ao grão e que então tem um impacto significante nas perdas de armazenamento, além de diminuir o valor comercial da produção.

Lembre-se o trabalho para aumentar a eficiência da colheita é uma ação que na maioria dos casos tem um custo “zero” e tem um impacto significativo nas margens da atividade.  Medidas como a velocidade da colheita, tenção da barra de corte, velocidade de rotação do molinete dentre outros podem ser ajustes simples e muito eficientes.

Outra dicas sobre como minimizar perdas na colheita podem ser obtidas clicando aqui.

Redação: Equipe Mais Soja, com informações INTA e EMBRAPA

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