conceituado periódico Plant Disease, da Sociedade Americana de Fitopatologia, publicou relato sobre a ocorrência da estria bacteriana do milho em lavouras da segunda safra no Oeste do Paraná – a primeira constatação da doença no Brasil.

O artigo, autoria de pesquisadores do IAPAR e da Cooperativa Agroindustrial Consolata (Copacol), narra com detalhes desde as primeiras suspeitas de sintomas até as avaliações em laboratório que confirmaram a presença do patógeno Xanthomonas vasicola pv. vasculorum no Brasil. O texto na íntegra pode ser acessado aqui.

A estria bacteriana pode reduzir em 50% o rendimento de grãos em híbridos de milho altamente suscetíveis, segundo o pesquisador Adriano de Paiva Custódio, do Iapar.

DESCOBERTA – A ocorrência de plantas com sintomas da doença foi constatada primeiramente em áreas experimentais da Copacol no município de Cafelândia, pelo engenheiro-agrônomo Tiago Madalosso e sua equipe.

Após análises fisiológicas, bioquímicas e moleculares de amostras de plantas doentes encaminhadas ao Iapar, as características da bactéria foram confirmadas e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) notificado sobre a ocorrência de uma nova doença na cultura do milho em lavouras do Paraná.

Até meados deste ano, final da segunda safra de milho, havia registros da estria bacteriana na região Oeste, Centro-Oeste e Norte do Paraná, além de suspeita da presença em alguns locais do Mato Grosso do Sul.

REGISTROS – Data de 1949, na África do Sul, o primeiro registro da estria bacteriana em lavouras de milho. Após décadas restrita ao continente africano, foi detectada nos Estados Unidos em 2016, na Argentina em 2017 e, por fim, no Brasil em 2018.

O pesquisador Adriano Custódio também esteve em Boston, Estados Unidos, onde participou do Congresso Internacional de Fitopatologia (ICPP, na sigla em inglês), para apresentar a situação da doença no Brasil e discutir o avanços neste campo do conhecimento.

A CULTURA – Depois da soja, o milho é produto mais importante do agronegócio paranaense. Nas duas safras do ciclo 2017/2018, foram cultivados mais de 2,4 milhões de hectares, que renderam quase 11,8 milhões de toneladas do grão, conforme dados do Departamento de Economia Rural da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab).

Fonte: IAPAR

Texto originalmente publicado em:
IAPAR
Autor: IAPAR

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