O REM da Aapresid apresentou a edição 2021 do mapeamento de plantas daninhas resistentes, com mais de 29 milhões de hectares pesquisados ​​em 203 partidos e departamentos e mais de 350 referentes e especialistas consultados.

A cada dois anos, a Aapresid faz seu mapeamento de plantas daninhas resistentes presentes nas lavouras Argentinas. Este ano, como nas últimas edições e em linha com o crescimento dos biótipos declarados resistentes, o número de plantas daninhas mapeadas aumentou, atingindo um total de 27 espécies, das quais 22 apresentam resistência e 5 tolerância. Se distinguirmos por modos de ação, 11 apresentam resistência ao glifosato (RG), 4 a graminicidas, 4 a ALS (RALS), 1 a hormonal e 2 a resistência múltipla.

Em relação à classificação das ervas daninhas resistentes pesquisadas, 8 pertencem ao grupo das gramíneas e 5 as folhas largas. Além disso, em 9 dos biótipos mapeados também foi consultada a porcentagem de superfície afetada pelo problema, o que permite quantificar a situação.

O maior benefício desta análise, é gerar um sistema de alarme sobre os possíveis avanços de resistência em áreas onde ainda não há, para que produtores e consultores possam tomar ações preventivas e, assim, evitar a entrada do problema.

Nesse sentido, podemos citar que em 2021 o avanço de ervas daninhas resistentes ou tolerantes foi registrado em 449 novos distritos ou departamentos. Esse avanço é liderado pela buva (Conyza sp.), mas resistente a ALS neste momento. É seguido pelo complexo de nabos resistentes ao 2,4 D e ao glifosato. Isso mostra que o problema, além de se expandir, se torna mais complexo devido ao fato de que entre as 10 ervas daninhas de crescimento mais rápido encontramos biótipos resistentes a outros herbicidas que não o glifosato.

Figura 1: Plantas daninhas com maior avanço geográfico.

Se nos concentrarmos na presença geográfica, todas as espécies entre as 10 primeiras são resistentes ou tolerantes ao glifosato. Liderando esse ranking, encontramos a buva resistente ao glifosato, o caruru resistente ao glifosato e depois as gramíneas: capim massambará, capim-pé-de galinha e capim-arroz, todos com resistência ao glifosato. Em seguida, aparecem os tolerantes ao Complexo de Chloris/Trichloris sp., trapoeraba (mapeado novamente desde a edição de 2015), seguido por azevém RG e dois outros tolerantes, Pappophorum sp. e Borreria sp.

Figura 2: Evolução interanual das 10 plantas daninhas com maior presença geográfica no território argentino.

Foto 1: Buva resistente ao Glifosato e a inibidores da ALS

Em relação à área afetada, a abundância de alguns dos biótipos resistentes e tolerantes mais importantes foi pesquisada pela terceira vez (2017, 2019, 2021): Caruru RG (Amaranthus spp.), Pé-de-galinha RG (Eleusine indica), Capím-arroz RG (Echinochloa colona), Sorgo de Aleppo RG (Sorghum halepense), Azevém RG (Lolium spp.),  Buva RG e R. a ALS (Conyza spp.), Nabos RG (Brassica rapa e Hirschfeldia incana) e Chlorideas tolerantes ao glifosato (Chloris spp. e Trichloris spp.) (Ver figura 3).

Especificamente para Buva, este ano decidiu-se, por um lado, fazer um levantamento da real dispersão do biótipo resistente ao glifosato, que não havia sido quantificado previamente, pois se presumia que fosse encontrado em quase todo o território. Por outro lado, o biótipo ALS-resistente também foi quantificado devido ao seu aparecimento incipiente e a grande importância desse modo de ação para o manejo da espécie.

Como esperado, o biótipo Buva RG, além de estar presente em todos os distritos/ departamentos, tem o maior percentual de área média afetada, atingindo uma área total de quase 25 milhões de hectares, enquanto o biótipo resistente a ALS atinge 267 mil hectares com uma dispersão crescente.

Foto 2: capim-pé-de-galinha

Por outro lado, o Caruru resistente ao glifosato segue em segundo lugar no ranking com pouco mais de 24 milhões de hectares de área afetada, o que aumentou 15% em relação a 2019.

Depois, há as gramíneas o capim-pé-de-galinha resistente ao glifosato com 11 milhões, capim-arroz resistente ao glifosato com 10 milhões, as Chlorideas com 9 milhões o capim Maçambara resistente ao glifosato com 8 milhões e um degrau abaixo está o azevém resistente ao glifosato com 5 milhões. Por fim, os nabos com resistência ao glifosato continuam crescendo, chegando a quase 1,5 milhão de hectares.

Figura 3: Aumento da área afetada por ervas daninhas na Argentina.

Foto 3: Caruru

Mais uma vez, o mapeamento de “ervas daninhas difíceis” mostra que o problema, longe de se retrair, continua a aumentar e que mais uma vez é necessário enfatizar a necessidade de continuar no processo de integração de ferramentas de controle de ervas daninhas para retardar o aparecimento de novas resistências. e retardar o avanço dos existentes. Um gerenciamento eficiente do problema pode nos ajudar a evitar futuras dores de cabeça. Acesse os mapas do REM 2021 aqui .

Fonte: Aapresid Rem



Texto originalmente publicado em:
Aapresid
Autor: Aapresid Rem

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