Nutrir plantas é dar a elas as condições necessárias para que consigam produzir na quantidade e qualidade esperadas, fornecendo todas as condições necessárias para que tenham um balanço de nutrientes. A falta ou excesso, pode gerar falhas de produtividade. nestes nutrientes é que se encaixa o potássio (K), por atuar na formação de açucares e no vigor das plantas, contribuinte exímio para uma boa colheita. Sua deficiência pode acarretar em decréscimos na produção e enrugamento das sementes perdendo peso (FONTES, 2001).


Quer saber mais sobre o Potássio: Potássio: manutenção do equilíbrio nutricional da soja


O potássio está ligado à algumas funções cruciais a produtividade das plantas: ativação enzimática, abertura estomática e o controle osmótico dos tecidos. Fornecê-lo de forma adequada para soja favorece o aumento da nodulação, dos componentes de produção e do teor de óleo bem como aumenta a tolerância a estresses bióticos e abióticos, como por exemplo a seca.

Segundo os pesquisadores Adilson de Oliveira Junior, Cesar de Castro e Fábio Alvares de Oliveira (Embrapa Soja) a recomendação de adubação deve se fundamentar na disponibilidade do nutriente no solo, na necessidade da cultura e na eficiência econômica da adubação, e assim “No caso do K, é frequente encontrar solos com teores disponíveis acima do nível crítico. Nestas condições é indicada somente a reposição do K potencialmente exportado da lavoura, ou seja, aplica-se em torno de 22 kg ha¹ de K2O para cada tonelada de grãos, de acordo com a expectativa de produção. O monitoramento da fertilidade é a base para a tomada de decisão.” (Veja o trabalho dos pesquisadores da Embrapa Soja citados acima acessando aqui).

Tiago Silveira de Avila e Evandro Luiz Nogarolli Casimiro, em seu trabalho publicado nos Anais da 12º SEAGRO da FAG (Trabalho na íntegra aqui), buscando avaliar a melhor forma de aplicação de K em soja, aplicando segundo a análise de solo 413 kg.ha¹ da formulação (NPK) 08.40.00 e 392 kg.ha¹ de cloreto de potássio (KCl) na concentração de 60% K2O. Através da sua pesquisa, identificaram resposta a diferentes formas de aplicação do potássio, sendo recomendado aplicação de cloreto de potássio em cobertura 15 dias antes ou 15 dias após a semeadura da soja (maiores valores de produtividade e número de vagens por planta). Sendo a época de aplicação de KCl um fator essencial para o desenvolvimento da cultura da soja. Confira os dados de produtividade apresentados à seguir:

Tabela 1. Produtividade de soja em diferentes aplicações de KCl

Adaptado de Avila e Casimiro (2018)

Pesquisa Publicada nos Anais da V Reunião Paranaense da Ciência do solo. MARINGÁ – PR, Brasil e desenvolvida por Gustavo Nandi, Henrique Jasper Sassi, Felipe Nunes Da Col, Paulo Fontana e Laércio Augusto Pivetta, da UFPR no intuito avaliar o efeito de épocas de aplicação de potássio no crescimento e produtividade da cultura da soja, encontraram o crescimento e a produtividade da soja não são afetados pela fertilização potássica, tampouco pela época de aplicação do fertilizante, desde que o teor de K no solo esteja alto.


Você sabe quando se perde na colheita de Soja? Confira aqui.


Quando se fala em possibilidade de racionamento da adubação potássica, a agricultura moderna adotou uma prática que é basicamente a fertilização precoce parcial ou total da cultura outono /inverno, visando o efeito residual e ciclagem de nutrientes para a cultura semeada no período primavera / verão ( Cibotto et al., 2016 ).

No trabalho dos autores João W. Bossolani, Edson Lazarini , Luiz GM de Souza, Tiago de L. Parente, Sheila Caioni, Naira Q. de Biazi da UNESP publicado na Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental, vol. 22 n. 2 Campina Grande fev. 2018 (Acesse o trabalho na íntegra aqui), os pesquisadores encontraram que a antecipação da adubação potássica na cultura antecessora pode ser benéfica para a cultura em sucessão. Porém, é importante que a cultura escolhida para fornecimento de nutrientes em safra anterior seja criteriosamente escolhida, e que a a adubação respeite as necessidades da analise de solo e de tecido, não sendo totalmente dispensada.

É importante chamar atenção para este resultado pois, o milheto tem maior teor de K na palha do que o sorgo e o milho. E o teor de K que retorna ao solo com os resíduos de milheto é similar àquela promovida pelo cultivo de milho como safra anterior. Veja o retorno do K pelas culturas estudadas:

Tabela 1. Valores e médias de F para massa de matéria seca, teor de K em palha e potencial de retorno de K em função dos tratamentos utilizados

É importante que toda a qualquer aplicação de K, seja baseada segundo à análise de solo, e respeite os teores ótimos para a culturas e com base nos rendimentos esperados. A fertilização da lavoura envolve fatores financeiros que precisam ser levados em conta, na escolha da forma de aplicação e adubo a ser aplicado, consulte sempre um Engenheiro Agrônomo!

Referencias citadas:

Cibotto, DV; Oliveira Neto, AM; Guerra, N; Meert, L; Bottega, EL; Leal, GB Produtividade da soja com antecipação da adubação potássica nas culturas da ave preta, canola e trigo. Campo Digital, v.11, p.25-32, 2016.

FONTES, P. C. R. Diagnóstico do estado nutricional das plantas. Viçosa: UFV, 122p, 2001.

SÁ, M. E. Importância da adubação na qualidade de semente. In: SÁ, M.E.; BUZZETI, S. eds. Importância da adubação na qualidade dos produtos agrícolas. São Paulo: Ícone, 1994. p. 65-98.

1 COMMENT

  1. muito importante a explicaçap sobre a palhada do milheto fiz a colheita do soja em mes de fevereiro e logo plantei toda a area com milheto hj dia 28 de abril o milheto esta com um tamanho aproximado de 1 metro ou mais ja esta com uma boa palha e c nao der geada csdo vai ficar melhor ainda e antes da geada pretendo semear 100 kls de semente de aveia branca por cima do milheto assim a geada mata o milheto e em seguida tenho outra palhada de aveia fica muito bom

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