objetivo desse trabalho é avaliar o potencial de supressão da planta daninha picão preto através de diferentes coberturas de solo (soja, milho e braquiária).

Autores: Thais Stradioto Melo1; Lucas Costa Soares2; Izabela Richena Barbosa1; Laryssa Barbosa Xavier da Silva3; Felipe Ceccon1 & Rodolpho Freire Marques4

Trabalho publicado nos Anais do evento e divulgado com a autorização dos autores.

INTRODUÇÃO

No Mato Grosso do Sul a principal cultura é a soja na safra e a cultura do milho na safrinha. A presença de plantas daninhas é um dos principais problemas enfrentados por estas culturas, acarretando na redução da produtividade e na qualidade do produto final.

Devido à competição por água, luz, nutrientes e espaço, as plantas daninhas é um dos principais problemas na produção agrícola. Ainda existe a presença de plantas daninhas que são resistentes e tolerantes a herbicidas que também aumenta o custo de produção, é de difícil controle e ocasiona prejuízos na produtividade.

O uso de cobertura vegetal na superfície do solo promove uma barreira física que impede a entrada da radiação solar, resultando no controle destas infestações por não conseguirem se desenvolver pela dificuldade de realizar o processo de fotossíntese (CRUZ; GARCIA, 2009). Este controle também se deve ao fato que os restos vegetais na superfície do solo interferem no estabelecimento e delimita a emergência de plantas daninhas por meio da barreira físico (OLIVEIRA et al., 2001). O objetivo deste trabalho é avaliar o potencial de supressão da planta daninha picão preto através de diferentes coberturas de solo (soja, milho e braquiária).

MATERIAL E MÉTODOS

O experimento foi conduzido na casa de vegetação presente na Faculdade Anhanguera de Dourados (FAD), localizada no município de Dourados-MS. As plantas de soja, milho e braquiária foram coletadas, secadas e pesadas para serem utilizadas como cobertura vegetal. Posteriormente elas foram adicionadas 3,5 t.ha-1 respectivamente soja, milho e braquiária em cada unidade experimental (vasos de 314 cm2 e 15 cm de altura). As sementes da planta daninha picão preto (Bidens pilosa) foram coletas e separas em sacos individuais contendo 50 sementes com o intuito de homogeneizá-los em todos os vasos.

A construção desta pesquisa foi composta por três coberturas de solo e a testemunha (sem cobertura de solo), e a espécie de plantas daninha (Bidens pilosa), totalizando quatro tratamentos e quatro repetições.

Após a primeira emergência iniciou a contagem diária das plântulas até a sua estabilização, que demorou 15 dias. As avaliações foram realizadas de acordo com metodologia proposta por Aslam et al. (2015), em que o número de plantas emergidas são contadas diariamente até a sua estabilização.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Durantes os primeiros dias de avaliação houve pouca variação entre os tratamentos, entretanto ao longo dos dias há uma nítida a maior taxa de crescimento no número de plântulas presente no tratamento testemunha, como pode ser visto na Figura 1 a seguir.

Figura 1:Número de plântulas de picão preto em função da cobertura de solo.

Onde houve cobertura vegetal ocorreu baixo número de plantas daninhas em relação ao tratamento sem cobertura, este fato se deve provavelmente pelo sombreamento que inibe o seu desenvolvimento e pela barreira física que delimita a sua emergência. O tratamento com a biomassa de milho e braquiária apresentaram a melhor eficiência na supressão desenvolvimento de plântulas, seguindo pela biomassa de soja, o que evidencia que solos descobertos podem favorecer o desenvolvimento de plantas daninhas.

Da mesma forma, foi constatado por Mateus et al., 2004 uso de palhada no solo reduziu infestação de plantas daninhas quando comparada à ausência de palha. A permanência de resto culturais no solo é um importante técnica que pode ser empregada para controlar o desenvolvimento de plântulas de espécies daninhas que são prejudiciais no desenvolvimento e na qualidade de culturas (Gazziero, et al., 2001).


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Com isso, é perceptível o impacto que a cobertura vegetal causa no controle destas plântulas de plantas daninhas. Segundo Concenço et al., (2015) os resíduos vegetais deixados pelas culturas no solo afetam diretamente a temperatura, o teor de umidade e a incidência de luz, tais atributos são as principais variáveis para o controle da dormência e da germinação das sementes das plantas daninhas, o que pode influenciar nas diversas fases do seu desenvolvimento.

CONCLUSÃO

Conclui-se que resíduos vegetais de milho e braquiária, seguida pela soja apresentam potencial controle de picão preto. Ausência de resíduos vegetais favorece o estabelecimento de picão preto.

REFERÊNCIAS

ASLAM, F.; KHALIQ, A.; TANVEER, A.; ZAHIR, A. Z. Wheat Herbage Amendments Alter Emergence Dynamics, Seedling Growth Of Lambsquarter And Soil Properties. Planta daninha. Viçosa v.33 o.4. 2015.

CRUZ, J. C.; GARCIA, J. C. Safrinha de milho. Jornal eletrônico da embrapa milho e sorgo. V. 13 n. 03. 2009.

GAZZIERO, D. L. P.; ADEGAS, F. S.; PRETE, C. E. C.; RALISCH, R.; GUIMARÃES, M.F. As plantas daninhas e a semeadura direta. Londrina: Embrapa Soja, 2001. 59 p. (Embrapa Soja. Circular técnica, 33).

MATEUS, G. P.; CRUSCIOL, C. A. C.; NEGRISOLI, E. Palhada do sorgo de guiné gigante no estabelecimento de plantas daninhas em área de plantio direto. Pesq. Agropec. Bras., v. 39, n. 6, p. 539-542, 2004.

OLIVEIRA, M. F. de; ALVARENGA, R. C.; OLIVEIRA, A. C.; CRUZ, J. C.. Efeito da palha e da mistura atrazine e metolachlor no controle de plantas daninhas na cultura do milho, em sistema de plantio direto. Pesq. agropec. bras.. 2001, vol.36, n.1

CONCENÇO, G ; MARQUES, R. F. ; MELO, T. S. ; STAUT, L. A. ; GARCIA, R. A. . Ocorrência de plantas daninhas em milho safrinha, solteiro ou em consórcio, em sistemas de produção agrícola. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE MILHO SAFRINHA, 2015, Maringá. Anais. SEMINÁRIO NACIONAL DE MILHO SAFRINHA. Sete Lagoas: SBMS, 2015. v. 13.

Informações dos autores:  

Discente do Programa de Pós-Graduação em Produção Vegetal da UFGD- Dourados ;

Discente do curso de Engenharia Ambiental da UEMS – Dourados;

Discente do curso de Agronomia da Anhanguera de Dourados (FAD) – Dourados;

Doutor em Agronomia (UFGD) – Dourados.

Disponível em: Anais do I Congresso Online para aumento da produtividade de soja 2018. Santa Maria, RS.

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