Conforme previsto no boletim anterior, as chuvas voltaram a ocorrer na região do Brasil Central. A frente fria vinda do Sul conseguiu quebrar a forte barreira atmosférica de alta pressão que estava acomodada no centro do país e que impedia chegada umidade, e juntou-se a um corredor úmido de baixa pressão vindo do Norte, provocando chuvas desde a segunda-feira (04) e que devem se generalizar a partir desta terça-feira (05).

As precipitações devem beneficiar as lavouras de 2ª safra que já foram plantadas em Goiás, mas podem impactar momentaneamente os trabalhos de colheita da soja nas áreas
de ciclo médio da cultura, bem como a semeadura das culturas de segunda safra.

Apesar dessa condição generalista prevista, a irregularidade e pontualidade das chuvas podem ocorrer em algumas regiões e, por esse motivo, os produtores devem estar atentos às atualizações do tempo diariamente. O modelo Cosmo do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) aponta que a partir de amanhã (06) as chuvas devem ter bons volumes em Goiás e também nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.

Ressalta se que mesmo nas áreas em que pode haver a ocorrência de chuvas isoladas, os volumes serão maiores comparados às semanas anteriores.

O modelo mostra ainda, que nesta semana, os volumes acumulados aumentarão consideravelmente nos próximos dias e as áreas de instabilidade serão frequentes em toda região central pelo menos nas próximas 168 hs, ou seja, 7 dias. Mapas com previsões mais alongadas, do centro de previsão da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), apontam que no período de 05 a 13 de fevereiro, as chuvas volumosas ficarão concentradas sobre a região Norte e partes do Sudeste do Brasil.



Mais uma vez é importante ressaltar que as condições de tempo estão mudando muito rapidamente e a atenção às condições particulares de cada região, em um curto espaço de tempo, devem ser observadas constantemente.

De maneira geral, as condições para os próximos dias continuarão favorecendo o desenvolvimento das lavouras de ciclo mais tardio, porém, essas mesmas chuvas serão prejudiciais a realização de alguns tratos culturais. É bom frisar que o padrão meteorológico atual será de condições mais favoráveis a proliferação de pragas, também em função da continuidade das altas temperaturas. O tempo de maior nebulosidade também diminuirá as taxas de radiação solar, podendo afetar o potencial produtivo das culturas de segunda safra já instaladas, especialmente o milho que demanda bastante insolação.

O modelo climático do GFS também mostra a mesma condição de chuvas mais volumosas na região centro do país, pelo menos até o início da próxima semana. Em uma previsão mais de longo prazo (13 a 21/02), o modelo também mostra chuvas volumosas na região norte e centro oeste, e clima mais seco no sul do país. A temperaturas continuarão bastante altas em todas as regiões do Brasil.

A precipitação acumulada em 24hs mostra um bom volume acumulado de chuvas para a região Sul-Sudoeste de Goiás, devendo assim permanecer até o início da próxima semana e isso deve favorecer os bons níveis de umidade do solo. A região norte e nordeste do estado aparece com menores volumes acumulados até agora e os índices de umidade do solo devem ser monitorados, mesmo com previsão de chuvas para os próximos dias. De um modo geral, não deve haver ocorrência significativa de stress hídrico nas lavouras no estado.

As informações de monitoramento e previsão do AGRITEMPO (Embrapa) mostram que não deve haver necessidade de irrigação nas áreas sob essa condição de cultivo em Goiás, porém, os níveis de evapotranspiração (acima de 5 mm), merecem atenção. As condições para realização da colheita estarão mais desfavoráveis na parte sul e norte do estado e razoáveis para as outras regiões.

Para conferir o Boletim completo, clique aqui.

Fonte: Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás – IFAG

Texto originalmente publicado em:
IFAG
Autor: Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás - IFAG 

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