Os plantios realizados em fevereiro, independentemente do tamanho da área ou da cultura anterior, aceleram a resistência das pragas, conforme já exposto anteriormente. Também não importa se chove ou não chove, se o molhamento das folhas é longo, se a planta está fechada. Algumas das áreas de produção de semente própria são feitas sobre irrigação, podendo comprometer ainda mais a situação de risco, aumentando o período dos fungos sob pressão de seleção aos fungicidas em função de maior extensão das pontes verdes.


Por que foi adotado o vazio sanitário e somente agora se propõe a calendarização?


Esta não é uma opção viável. Reiteradamente, têm sido divulgadas pela Aprosoja/MT as dificuldades do manejo fitossanitário da soja e o fato de que quase 100% dos plantios “se encerram ainda no mês de novembro, raramente em dezembro, salvo alguns casos esporádicos ou por condições de precipitação insuficientes”. Esta afirmação denota o senso comum de que é possível para quase todos os agricultores capacitados e tecnificados do Estado do Mato Grosso realizarem os plantios nas épocas mais adequadas ao cultivo. ou seja, a soja de Dezembro não é necessária e, de acordo com a Aprosoja/MT, oferece muitos riscos.


Não é só a ferrugem-asiática!!


Em busca do bem comum, não há razão, assim, para alterar a legislação no intuito de beneficiar uma ínfima minoria em face ao risco a toda cadeia produtiva da soja no Estado.

Não se trata de uma comparação da soja de fevereiro contra o plantio de dezembro. Estas duas épocas de semeadura representam sérios riscos. porém, ao recomendar a semeadura ilegal em fevereiro, a proposta da Aprosoja/MT manterá os alegados riscos da soja de dezembro e adicionará os riscos da soja de fevereiro.


Este post faz parte de documento elaborado pela Andef, Sindiveg, AgroBio Brasil CIB, Abrass, Abrasem, Braspov, Fundação MT, Consórcio Anti Ferrugem e CESB, com apoio do FRAC, IRAC e HRAC. Acesse o documento completo aqui.

Se você concorda com a posição destas instituições, acesse e confira o Manifesto em favor da sustentabilidade de sojicultura Brasileira aqui.


Confira a posição dos pesquisadores Ricardo Balardin, Fernando Juliatti e Décio Gazzoni

 

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