A Emater/RS-Ascar, através da Gerência de Planejamento – Núcleo de Informações e Análises (GPL/NIA) finalizou, entre os dias 10 e 24 de agosto, o primeiro levantamento sobre as percepções/intenções dos produtores e dos demais atores da cadeia produtiva (cooperativas, comércio de insumos, bancos etc.) em relação à próxima safra de grãos 2018-2019.

O levantamento contemplou uma amostra de 419 municípios gaúchos que integram diferentes escritórios regionais da Emater/RS-Ascar, cobrindo 94% da área a ser cultivada com arroz, 80% com feijão primeira safra, 93% com milho grão, 91% da área a ser cultivada com soja e 90% com milho destinado à silagem.

Destaca-se que os dados relatados/analisados neste documento refletem informações consolidadas no período da obtenção dos dados aqui publicados. Esta primeira estimativa parece confirmar a tendência observada nos últimos meses, entre produtores, de um aumento na área cultivada dessas culturas, quer pela valorização de alguns grãos no último ano, quer pelos bons rendimentos (produtividades) obtidos nas últimas safras.

A exceção fica com a cultura do arroz, sendo a única a registrar, no momento, diminuição de área para a próxima safra. A diferença observada nesse primeiro levantamento indica uma variação de – 1,69% em relação ao ano passado, ficando em 1,050 milhão de hectares.

Esta variação não ega a ser significativa, haja vista que a área plantada com esta gramínea tem variado em torno desse patamar (de um milhão de ha) desde 2008. Nas demais culturas a tendência é de aumento na área cultivada, com o feijão da primeira safra marcando 4,24%, o milho 5,53% e a soja 2,30%.

No feijão, após anos de declínio, o RS volta a registrar aumento na área semeada, devendo
passar para 41.449 hectares. Todavia esse aumento deve ser observado com cautela. Ao contrário do que pode parecer, o incremento na área não se dará em todas as regiões. Das 12 regiões administrativas da Emater/RS-Ascar, apenas duas deverão ter aumento: Caxias do Sul com 26,41% e Passo Fundo com 12,76%.

Dessas, chama atenção Caxias do Sul que deverá responder por 28% do total plantado no Estado e por 32% do total da produção a ser colhida nesta safra, quantidade esta que poderá chegar a 60,3 mil toneladas.

Após cinco anos consecutivos de declínio na área plantada, o milho também volta a mostrar reação, devendo cultivar 738 mil hectares. Mais uma vez a região de Santa Rosa deverá registrar a maior área, com 107 mil hectares (14,5% do total) e a maior produção entre as regiões da Emater/RSAscar, com 844 mil toneladas, algo como 17% do total da safra a ser colhida no Estado, cujas projeções iniciais indicam que poderá chegar a 5,034 milhões de toneladas.

Apesar do aumento na produção, previsto em 11,29% em relação à safra passada, o total ainda fica abaixo das 6,5 milhões necessárias ao abastecimento interno do Estado, considerando as cadeias produtivas da suinocultura, avicultura e pecuária leiteira.


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A soja deverá registrar um aumento na área de 2,30% na comparação com a safra passada, podendo chegar a 5,890 milhões de hectares. Apesar dos aumentos significativos projetados para as regiões e Bagé e Santa Maria (9% e 4%, respectivamente) a região de Ijuí deverá se manter como a principal produtora, com 17% do total da área cultivada no Estado e 19% do total da produção estadual, que nesta safra de 2018-2019 podará alcançar 18,452 milhões de toneladas.

Na soma desses grãos, o RS deverá colher um total de 31,231 milhões de toneladas contra as 30,521 toneladas colhidas na safra passada, segundo o IBGE; um aumento de 3,25%. O resumo dos números levantados pode ser observado nas tabelas a seguir, ressaltando que a produtividade média estadual (kg/ha) é obtida através das produtividades iniciais regionais.

Estas, por sua vez, são baseadas na tendência apresentada pelas produtividades médias municipais que compõem cada região e registradas ao longo dos últimos 10 anos. A Emater/RS-Ascar deverá fazer uma primeira retificação, em dezembro 2018 ou a qualquer momento, tanto na área quanto na produção, desde que ocorrências agrometeorológicas interfiram de maneira significativa nos rendimentos esperados preliminarmente.

Fonte: Emater/RS

Texto originalmente publicado em:
Informativo Conjuntural 1.517
Autor: Emater/RS

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