De acordo com o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China, o governo cortou em 10,87%  sua estimativa de importação de soja. A queda de 10.2 milhões de toneladas é  em relação a estimativa divulgada em agosto. As mais recentes estimativas prevêem que cerca de 83.65 milhões de toneladas vão ser importadas pelo país no próximo ano comercial 2018/19, que começa em 1º de outubro.

O órgão vinculado ao governo informou que a redução se deve aos conflitos comerciais com os Estados Unidos (EUA), à adoção de uma dieta de baixa proteína para a alimentação dos animais e às perdas de rentabilidade da suinocultura, em virtude da peste suína africana (ASF) que atinge o país e reduz a demanda por farelo de soja.  O déficit na oferta da commodity no país passou para 3.57 milhões de toneladas, contra 250.000 toneladas estimadas no relatório do mês passado.

Com esse novo cenário , o governo também elevou suas estimativas em relação à produção doméstica de soja em 2018/19 para 15.83 milhões de toneladas, contra 15.37 milhões de toneladas previstas em agosto. Na safra 2017/18, o volume produzido no país foi de 14.55 milhões de toneladas.

O relatório é a primeira avaliação oficial do governo chinês que mostra os efeitos dos conflitos comerciais com os EUA. Desde julho, todas as importações norte-americanas estão sujeitas a uma tarifação de embarque. Na soja, a taxa é de 25%. Os EUA são o segundo maior fornecedor de oleaginosa para a China.


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Redação: Equipe Mais Soja com informações da Dow Jones Newswires.

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