Produção de massa verde e massa seca de milho silagem consorciado com milheto e crotalária

0
233

O objetivo neste trabalho foi quantificar a produção de massa verde e massa seca do milho silagem consorciado com milheto e crotalária em diferentes proporções nas entrelinhas do milho silagem.

Autores: Karina Mendes Bertolino1, Gustavo Maldini Penna de Valadares e Vasconcelos2 , Gabriel Castillo3 , Rafaela Botelho Andrade Rezende4 , Giuliana Rayane Barbosa Duarte5, Murillo José Martins Maciel 6, Josias Reis Flausino Gadencio7, Élberis Pereira Botrel8

 

Trabalho publicado nos Anais do evento e divulgado com a autorização e inserção de dados pelos autores.

Introdução

O milho é um cereal muito utilizado para forragem na alimentação animal e considerado dentre as demais, a melhor planta para ensilar devido principalmente, a superior quantidade de massa (LEMPP et al., 2000). Contudo, o milho quando destinado a silagem, toda parte vegetativa da planta é retirada do campo, resultando em solos descobertos na entressafra (MENDONÇA et al., 2014). Sendo assim, o consórcio se torna uma boa alternativa para manutenção do sistema e cobertura dos solos na entressafra.

O objetivo neste trabalho foi quantificar a produção de massa verde e massa seca do milho silagem consorciado com milheto e crotalária em diferentes proporções nas entrelinhas do milho silagem.

Material e métodos

  • Campo experimental da Universidade Federal de Lavras (UFLA), em Lavras MG.
  • Conduzido em blocos casualizados (DBC), composto de 6 tratamentos com diferentes proporções de semeadura de milheto e crotalária consorciados com o milho, e 1 tratamento adicional com milho em monocultivo, com 4 repetições cada.

  • Milho: semeado manualmente objetivando um estande de 65 mil plantas ha-1
  • Plantas de cobertura: para a proporção de 100%, quantia de 20 kg de semente ha para a crotalária, e 25 kg de sementes ha para o milheto, as demais proporções foram calculadas de acordo com cada tratamento (Tabela 1)

Tabela 1 – descrição dos tratamentos.

  • Massa verde do milho: pesagem das plantas da área útil de cada parcela, quando a linha de leite dos grãos atingiu a região mediana • Massa seca: determinada através da picagem de 5 plantas coletadas aleatoriamente, que posteriormente foram submetidas a secagem a 65°C até peso constante.
  • Valores obtidos: expressos em toneladas/ha.
  • Os dados foram submetidos a análise de variância, e quando significativos, ao teste Skott-Knott a 5%, utilizando o programa estatístico Sisvar.

Figura (A ); parcela experimental com milho estádio V4; (B): foto aérea da área experimental; (C): milho (58 dias) em consórcio com crotalária (34 dias).

Resultados e discussão 

Não foram observadas diferenças significativas entre os tratamentos avaliados para a massa seca e a massa verde do milho silagem. Resultados semelhantes tem sido encontrados por Gerlach et al.(2012), no milho, o qual foi consorciado com diferentes plantas de cobertura, dentre elas a crotálaria.


Confira nossa galeria de cursos TOTALMENTE ONLINE! Agregue conhecimento, faça já!


O autor conclui que, independente da época de semeadura, a associação de milho com plantas de cobertura, não afeta seus componentes de produção e produtividade. Assim, o milho por ser uma espécie com metabolismo C4 e alta taxa de crescimento pode apresentar vantagem competitiva em relação as demais espécies (GITTI et al., 2012).

Tabela 2 – MV: massa verde toneladas hectare; MS: massa seca toneladas hectare.

Conclusão

O consórcio de crotalária e milheto em diferentes proporções nas entrelinhas do milho silagem não afetaram sua produtividade.

Referências

GERLACH, G.A.X. et al. Épocas de semeadura de Crotalária spectabilis, Guandú e Estilosantes intercaladas entre as linhas da cultura do milho em sistema de plantio direto. XXIX Congresso Nacional de Milho e Sorgo- Águas de Lindóia- 26 a 30 Agosto de 2012.

GITTI, D.C.et. al. Época de semeadura de crotalária em consórcio com milho. Revista Brasileira de Milho e Sorgo, v.11, n.2, p.156-168, 2012. 

LEMPP,B.; MORAIS, M.G.; SOUZA, L.C.F. Produção de milho em cultivo exclusivo ou consorciado com soja e qualidade de suas silagens. Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia. v.52, n.3, p.243-249, 2000.

MENDONÇA, V.Z. et al. Teor e acúmulo de nutrientes no consórcio de milho com forrageiras no sistema de plantio direto. Agrária – Revista Brasileira de Ciências Agrárias.v.9, n.3, p.330-337, 2014.

Informações dos autores:  

1Pós-Graduanda em Fitotecnia/Agronomia, Universidade Federal de Lavras;

2Pós-Graduando em Agronomia/Fitotecnia/UFLA;

3Graduando em Agronomia/UFLA;

4Graduanda em Agronomia/UFLA,

5Pós-Graduanda em Agronomia/Fitotecnia/UFLA;

6Graduando em Agronomia/UFLA;

7Graduando em Agronomia/UFLA;

8Professor do Departamento de Agricultura/UFLA.

Disponível em: Anais do XXXII Congresso Nacional de Milho e Sorgo 2018. Lavras, MG.

Nenhum comentário

Deixar um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.