Teve início o encontro Brazilian Yield Gap Altas (As lacunas da produção brasileira), o evento faz parte do GYGA, Global Yield Gap Atlas (Atlas de lacunas de rendimento global) que estuda o desempenho e produtividade dos sistemas de produção de culturas como Milho, soja, trigo e arroz. O Projeto é uma colaboração entre a Universidade de Nebraska e entidades brasileiras: ESALQ/USP, Embrapa-GO e a UFSM representada pelo  SimulArroz.

Mesa de entidades, Reitor da UFSM Paulo A. Burmann em sua fala de abertura do evento

Com objetivo de apresentar os resultados das pesquisas e discutir estratégias para os próximos passas do projeto, o evento reuniu diversos palestrantes inclusive o professor da Universidade de Nebraska, coordenador e líder do projeto Patrício Grassini, que enfatizou que aumento da produtividade ainda é pouco se comparado a demanda de alimentos mundiais.

A programação do evento compreende os dias 11 e 12 de fevereiro, trará além da apresentação dos resultados e palestras, a visita de campo nas lavouras onde foram e estão sendo realizados os experimentos do projeto SimulArroz para o GYGA.

O professor da UFSM Alencar Zanon, falou sobre a lacuna produtiva de arroz encontrada no Brasil e em outras nações “O potencial de produtividade do arroz brasileiro está em 15  tonelada/ha, contudo o produtor acaba colhendo apenas 7 ton, isso porque a lacuna produtiva ainda corresponde a cerca de 50%, ou seja ocorre influência de fatores que diminuem a produtividade pela metade. Em relação aos EUA a lacuna é menor, cerca de 30%. Na África, devido a dificuldade com insumos, as lacunas de produtividade chegam de 70% a 80%.”

O Rio Grande do Sul é o maior produtor de arroz do Brasil responsável por 70% da produção, só que dentro do estado existem diferenças entre as regiões produtoras, como salientou o professor da UFSM Nereu Streck “Algumas regiões no estado apresentam uma maior produtividade como é o caso da região sul”.

Tendo em vista a responsabilidade brasileira na produção de alimentos, não só o evento, mas o projeto em si promete produzir informações praticas que irão impactar positivamente a produtividade de grãos e consequentemente a lucratividade do produtor brasileiro

Elaboração: Daniela Vargas – Equipe Mais Soja



 

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