O objetivo desse trabalho foi avaliar a incidência de grãos ardidos, comparando a diagnose visual e fitossanitária em milho, por Fusarium verticillioides (Fv) e Stenocarpella ssp. em áreas com e sem a inoculação de F. verticillioides avaliando também a interação entre ambos os patógenos e os efeitos da inoculação e a produtividade.

Autores:  Bruna Cristina de Andrade1, Rene Martins Medeiros1, Victor Biazzotto Correia Porto¹, Rafaela Araújo Guimarães1, Kize Alves Almeida1, Júlio Carlos Pereira da Silva1, Flávio Henrique Vasconcelos de Medeiros1

Trabalho publicado nos Anais do evento e divulgado com a autorização e inserção de informações dos autores.

Introdução

O Brasil apresenta grande destaque na produção de grãos, sendo o milho amplamente cultivado. No entanto, essa cultura é frequentemente afetada por fungos tanto em pré ou pós-colheita podendo seguir até o armazenamento. Dentre estes fungos, muitos podem ser patógenos de grãos, como o gênero Stenocarpella ssp (agente causal da podridão branca do colmo ou da espiga) e Fusarium verticilioides (agente causal da podridão rosada da espiga ou do colmo).

Nesse contexto, o objetivo desse trabalho foi avaliar a incidência de grãos ardidos, comparando a diagnose visual e fitossanitária em milho, por Fusarium verticillioides (Fv) e Stenocarpella ssp. em áreas com e sem a inoculação de F. verticillioides avaliando também a interação entre ambos os patógenos e os efeitos da inoculação e a produtividade.

Material e Métodos

Foram utilizadas duas áreas para instalação do experimento: 1) área com monocultivo de milho e inoculação de Fv nas espigas no estágio R1 da planta e 2) área com monocultivo de milho sem inoculação de Fv e alta pressão de inóculo de Stenocarpella. Ambas as áreas foram pulverizadas com fungicida sistêmico, ciproconazol+azoxistrobina, nos estágios V9 e R1. Os grãos de milho foram submetidos à análise de fitossanidade para caracterização visual das sementes com base em sintomas aparentes e pelo método Blotter test quanto a incidência de F. verticillioides e Stenocarpella ssp.

Resultado e Discussão

Em relação a produtividade não diferiu significativamente entre os tratamentos (p ≤ 0.35). Enquanto que, para a análise visual dos grãos, observou-se que o tratamento inoculado com Fv apresentou uma maior quantidade de sementes com sintomas do que no tratamento não inoculado e já para Stenocarpella spp. a diferença na quantidade de grãos com sintomas não foi significativa (P ≤ 0.89). Pela análise de Blotter test os tratamentos não diferiram quanto à incidência de Fv, entretanto no tratamento onde houve a inoculação, a incidência de Stenocarpella sp. foi menor (2,1%), em relação ao tratamento não inoculado (9,6%).

Figura 1: Incidência de Fv e SL em grãos de milho através da análise de blotter test.

Figura 2: Incidência Fv e SL em grãos de milho atráves da análise visual, número de grãos sadios e relação entre Fv/SL.

Conclusão

Assim, é possível concluir a importância da diagnose completa para sanidade dos grãos, sendo que mesmo com grande pressão de inoculo em campo, muitas vezes essa pressão não é demostrada na análise visual dos grãos, necessitando realizar teste onde o patógeno tenha condições favoráveis para crescimento, como Blotter test.

Informações dos autores:  

1Laboratório de Controle Biológico de Doenças de Plantas, Departamento de Fitopatologia, Universidade Federal de Lavras, Lavras 37200-000, MG, Brasil

Disponível em: Anais do XXXII Congresso Nacional de Milho e Sorgo 2018. Lavras, MG.

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