Evolução da Colheita no Brasil e análise de mercado

Grade parte da pressão nos preços de ontem foi aliviada na sessão de hoje. O movimento foi direcionado por um cenário macroeconômico mais favorável com contínuas preocupações climáticas em ambos os hemisférios do globo. Além do mais, o lado especulativo do Mercado entendeu que as tarifas propostas por ambas as partes, China e Estados Unidos, não serão implementadas no curto-prazo, antes mesmo de qualquer tentativa de negociação comercial entre os países.

Nos Estados Unidos, o cenário meteorológico não permite a entrada do plantio adiantada, como em 2017. A falta de umidade em alguns locais e o excesso de neve em outros – o que é incomum nesta época do ano – tem dificultado a entrada dos implementos semeadores nos campos estadunidenses. Já no Brasil, a colheita da soja segue para os passos finais, pelo menos na maioria do país. Até a atual semana, é estimado que 76,8% já tenha sido colhido, com um progresso semanas de modestos 4%. Em 2017 o ritmo semanal atingia 85,3%, no mesmo período, e 81,1% na média dos últimos 5 anos.

Clima – América do Sul

Os modelos climáticos atualizados hoje não trazem grandes mudanças. No geral, a retração das chuvas continua sendo observada sobre os estados de Mato Grosso do Sul, São Paulo e toda a região Sul do Brasil, principalmente nos próximos 5 dias. Pontos de alerta cautelares são criados no desenvolvimento da safrinha em tais regiões. No Centro-Sul brasileiro as precipitações continuam favoráveis ao longo desta primeira metade de abril.

Na região do MATOPIBA, ainda há muita cultura em desenvolvimento vegetativo e estágios iniciais de reprodução, índices pluviométricos entre 35-60mm acumulados são tidos como benéficos ao progresso da safra. Para a Argentina, o céu volta a ficar nublado com nuvens carregadas de água na principal área sojicultora. No entanto, voltamos a ressaltar que tais chuvas são tidas como “tarde demais” para qualquer recuperação das perdas por estiagem.

Fonte: AgResource Brasil

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