Estudo realizado pela ARC Mercocul de uma cesta com seis importantes produtos (soja, milho, ouro, petróleo, dólar e Ibovespa) negociados nas bolsas do mundo, indica que a rentabilidade da soja e do milho em 2020 superou os ganhos registrados pelo Ibovespa. Enquanto o principal indicador da bolsa brasileira acumulou ganhos de 6%, a soja e o milho registraram valorização de 29% e 12%, respectivamente.

“Foi um ano muito favorável às commodities agrícolas. Além da demanda aquecida da China, que se manteve ativa nas compras ao longo de todo o ano, tivemos uma redução na oferta de soja, provocada pela queda de produtividade das lavouras americanas. Devemos ter uma produção menor no Brasil por conta da estiagem que atingiu as principais regiões produtoras do País”, disse Alexandre Inácio, diretor da ARC Mercosul.

Ouro

Ao se comparar o desempenho de cada um desses ativos ao longo de 2020, tomando uma base única como referência, o que se identifica é que o ouro foi o produto que mais se valorizou ao longo do ano, entre os escolhidos pela ARC.

Quem investiu em ouro no primeiro dia útil do ano e resolveu deixar a posição hoje, viu a rentabilidade do investimento subir 50%. Diante do avanço do Coronavírus pelo mundo, muitos investidores optaram por buscar segurança no metal, que registrou uma valorização mais acentuada, em termos globais, a partir de fevereiro, exatamente no início da pandemia.

Oleaginosa

Em segundo lugar está a soja. Os preços da oleaginosa acumularam ganhos de 29% ao longo do ano, mesmo depois de terem registrado algumas perdas em janeiro.

A safra americana menor do que o esperado, problemas climáticos na América do Sul, atraso do plantio no Brasil e o apetite chinês criaram o ambiente perfeito para que as cotações em Chicago disparassem. Depois de seis anos, os preços superaram a barreira dos US$ 12,00 o bushel e agora buscam os US$ 13,00.

Dólar

Não muito distante da soja ficou o dólar. Mesmo com a recente queda em termos globais diante da aprovação de um novo plano de socorro econômico nos Estados Unidos, a moeda americana se valorizou em relação ao real no acumulado de 2020. Quem apostou contra o real no início do ano, viu seu investimento render 27% em 12 meses.

Cereal

Em quarto lugar da lista está o milho, que em 2020 acumulou uma valorização de 12%. Durante o início do ano, os preços do cereal registraram uma desaceleração, que se estabilizou em meados do ano, para acelerar os ganhos nos últimos três meses do ano.

A recuperação se deu por conta da demanda da indústria chinesas de ração, que veio para o mercado em busca de matéria-prima para alimentar seu plantel de aves e suínos, a quebra na safra da Ucrânia e, novamente, os problemas climáticos na América do Sul.

Bolsa brasileira

O Ibovespa completa o TOP 5 de melhores investimentos de 2020. A bolsa brasileira tem atraído cada vez mais pessoas físicas para sua operação, mas são os investidores institucionais que ainda enxergaram oportunidades nos papéis negociados no Brasil. O principal índice da bolsa acumulou ganhos de 6%, pouco mais do que a inflação registrada no País.

Petróleo

O petróleo foi o ativo que registrou o pior desempenho de 2020 no estudo da ARC. Quem investiu na commodity esperando valorização neste ano perdeu dinheiro. O produto acumulou uma queda de 17% ao longo do ano. Com a pandemia, as pessoas passaram a circular e consumir menos. Com isso, os estoques chegaram em níveis extremamente elevados, derrubando as cotações a patamares não registrados há muito tempo.

Fonte: ARC Mercosul

Disponível em: SNA, por Equipe SNA

Texto originalmente publicado em:
SNA, por Equipe SNA
Autor: ARC Mercosul

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