Fazendas e usinas beneficiadoras de algodão localizadas no interior de Mato Grosso receberam, nesta última semana, uma comitiva de representantes da indústria têxtil, durante a Missão Compradores 2022. O grupo, formado por 21 pessoas, pode acompanhar de perto alguns processos de desenvolvimento dessa cultura, como a colheita e beneficiamento.

O evento, que é organizado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), tem como objetivo mostrar aos principais compradores da fibra do mundo, que a produção agrícola no estado atende a todos os critérios socioambientais. Além, é claro, de fomentar a compra do produto brasileiro, que tem o estado como o principal produtor.

A comitiva, formada por representantes de indústrias de Bangladesh, Coréia do Sul, Paquistão, Turquia, Vietnã e ainda o México, visitou as propriedades e usinas algodoeiras localizadas nos municípios de Campo Verde, Primavera do Leste e Sorriso. Pela primeira vez no Brasil, o paquistanês Adil Bashir, representante da SurajCotton Mills, se diz impressionado com o que viu.

Ele observa que o Paquistão consome um grande volume deste artigo brasileiro, tanto que chegou a ser o segundo maior cliente do País. Adil pontua ainda que a parceria comercial, que já dura 15 anos, deve crescer ainda mais, após essa imersão sobre conhecimento relativo às etapas realizadas nas fazendas e beneficiadores para que o item possa chegar ao mercado externo.

“Depois de ver todos os melhoramentos que estão fazendo, acredito sim que, futuramente, nós vamos passar a comprar mais ainda. Ficamos impressionados também com as melhores práticas agrícolas e o cuidado com o meio ambiente. Depois dessa visita, vão me ouvir falar muito sobre a plantação e beneficiamento e acredito que isso vai incentivar sim mais pessoas a comprarem”, relata o paquistanês.

O presidente da Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Paulo Sérgio Aguiar, explica que o grupo que integrou esta edição da Missão Compradores representa as maiores indústrias de fiação do mundo e, juntos, têm um potencial de compra de 900 mil toneladas de algodão. Ou seja, mais da metade do que é exportado pelo Brasil, que se aproxima de 1.7 milhão ao ano.

“Vieram constatar realmente que a produção é responsável, como são as questões ambientais e outros procedimentos. E eles estão impressionados com tudo o que estão vendo. O trabalho na agricultura regional é feito de forma organizada, tanto que ela tem o selo ABR e está dentro dos critérios para produção responsável, tanto ambiental, quanto econômica e socialmente”, explica o presidente.

Para o presidente da Abrapa, Júlio Cézar Busato, a visita ajuda a melhorar a imagem do setor e abre portas para maiores volumes de negociações. Ele ressalta também que os países da Ásia, juntos, compram cerca de 90% da produção nacional. Pontua ainda que a comitiva que veio da Turquia representa as três maiores indústrias daquele país que compram o produto nacional.

“É uma maneira de mostrar para o mundo que hoje estão constantemente comprando o nosso algodão, a qualidade, responsabilidade e a maneira profissional que os nossos produtores tratam a cotonicultura. Nós temos hoje uma posição muito importante no ranking mundial tanto na produção, quanto de exportação, mas percebemos que somos pouco conhecidos e existem muitos mitos”, considera Busato.

Fonte: Abrapa

Texto originalmente publicado em:
Abrapa
Autor: Abrapa

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