Considerada até então uma praga quarentenária do Brasil, o Amaranthus palmeri está presente no estado do Mato Grosso, integrando o grupo de plantas daninhas de difícil controle e elevado potencial em causar danos. Segundo Klingaman & Oliver (1994), a matocompetição imposta pelo caruru pode causar redução de produtividade da soja de até 32%.

A planta daninha apresenta difícil controle, sendo que no Brasil tem-se conhecimento de populações de Amaranthus palmeri com resistência simples a herbicidas inibidores da EPSPs (glyphosate) e resistência múltipla a herbicidas inibidores da EPSPs (glyphosate e imazethapyr) e ALS (chlorimuron-ethyl e cloransulam-methyl) (Heap., 2021).

Embora o caruru integre o time de plantas daninhas de difícil controle no Brasil, é nos Estados Unidos que o Amaranthus palmeri se destaca. Em solo americano, o caruru apresenta resistência a diversos mecanismos de ação e princípios ativos, variando desde Inibidores da EPSPs a mimetizadores da Auxinas como 2,4-D e Dicamba, fato que torna extremamente difícil e preocupante o controle dessa planta daninha nos EUA.



Contudo, como se não bastasse os diversos casos de resistência dessa planta daninha nos Estados Unidos, a Aapresid-Rem destaca haver confirmação da resistência de Amaranthus palmeri ao glufosinato de amônio. Conforme dados da Aapresid-Rem cientistas da Universidade de Arkansas (EUA) confirmaram a resistência do Amaranthus palmeri ao herbicida.

Mesmo que biótipos resistentes tenham sido detectados em apenas dois condados do Arkansas, as tarefas de colheita provavelmente espalharão a resistência para outras áreas (Aapresid-Rem, 2021). Ainda que esse caso de resistência do Amaranthus palmeri tenha ocorrido a uma considerável distância do Brasil, fica o alerta com relação a capacidade dessa planta daninha em se adaptar e resistir a herbicidas, sendo necessário buscar alternativas de manejo que possibilitem uma redução da pressão de seleção de biótipo resistente, adequando práticas de manejo para manutenção da eficiência de herbicidas no controle dessa daninha.

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Veja também: A problemática trazida pelo caruru


Referências:

AAPRESID-REM. CONFIRMAÇÃO DA RESISTÊNCIA DE Amaranthus palmeri AO GLUFOSINATO DE AMÕNIO NOS EUA. Aapresid, 021. Disponível em: < https://www.aapresid.org.ar/rem/confirmacion-de-resistencia-de-amaranthus-palmeri-a-glufosinato-de-amonio-en-usa/ >, acesso em: 01/04/2021.

HEAP, I. The International Herbicide-Resistant Weed Database. 2021. Disponível em: < http://weedscience.org/Pages/Species.aspx >, acesso em: 01/04/2021.

KLINGAMAN, E. T.; OLIVER, L. R. Palmer Amaranth (Amaranthus palmeri) Interferência na soja (Glycine max). Weed Science, vol. 42, n. 4, 1994. Disponível em: <https://www.jstor.org/stable/4045448?seq=1>, acesso em: 01/04/2021.

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