O objetivo deste trabalho foi avaliar a atratividade de S. frugiperda em diferentes genótipos de feijão carioca, em testes de não preferência para alimentação, com e sem chance de escolha, na fase vegetativa da cultura.

Autores:  Sandy S. Fonseca1; Paulo H. S. Barcelos1; Carlos A. de Freitas1; Marcelo M. de Freitas1;Alisson F. Chiorato2; Anésio Bianchini3; Romeu P. Santos4; Arlindo L. B. Júnior1

Trabalho publicado nos Anais do evento e divulgado com a autorização dos autores

Introdução

O feijão é uma importante cultura de subsistência no Brasil, estando sujeito ao ataque de inúmeras pragas, entre elas a Spodoptera frugiperda (J. E. Smith, 1797) (Lepidoptera: Noctuidae). Este inseto tem o feijão como hospedeiro alternativo, o que contribui para manter sua população presente nas áreas de plantio quando o hospedeiro principal não estiver sendo cultivado. Assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar a atratividade de S. frugiperda em diferentes genótipos de feijão carioca, em testes de não preferência para alimentação, com e sem chance de escolha, na fase vegetativa da cultura.

Material e métodos

O experimento foi realizado na UNESP – Jaboticabal, utilizando 10 genótipos de feijão tipo carioca (IPR Curió, IAC-Formoso, IAC-Netuno, IPR Celeiro, Eldorado, Pérola, IAC-Sintonia, Tangará, IAC-Milênio, BRS Estilo) e um padrão de feijão especial (IAPAR 65), devido ser um genótipo altamente suscetível a mosca branca.

Para os testes com chance de escolha foram utilizadas arenas cilíndricas e, para os testes sem chance de escolha, placas de Petri, onde foram dispostos discos foliares sobre papel filtro umedecido, e posteriormente liberado uma lagarta de terceiro instar por genótipo.

A atratividade foi avaliada através do número de lagartas atraídas para o disco nos tempos 1, 3, 5, 10, 15, 30, 60, 120, 360, 720 e 1440 minutos após a liberação. O delineamento experimental foi de blocos ao acaso e inteiramente casualizado para os testes com e sem chance de escolha, respectivamente, com 10 repetições por tratamento.

Resultados e discussão 

Avaliando-se a porcentagem de injúria, não houve diferença significativa para os testes sem chance de escolha, enquanto nos testes com chance de escolha, o genótipo IAPAR 65 foi altamente consumido, e o IPR Curió foi pouco consumido. Os demais não diferiram significativamente e apresentaram suscetibilidade ao ataque da praga.

Conclusão 

Com isso, a utilização de genótipos de feijão resistente poderá contribuir para diminuição
da população da praga nos cultivos sucessivos.

Informações dos autores   

Departamento de Fitossanidade, FCAV/UNESP, 14884-900, Jaboticabal – SP, Brasil.

² Instituto Agronômico de Campinas (IAC), Centro de Grãos e Fibras, 13020-902, Campinas – SP, Brasil.

³ Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR), 86047-902, Londrina – PR, Brasil.

4 Embrapa Arroz e Feijão, 75375-000, Santo Antônio de Goiás – GO, Brasil.

Disponível em: Anais do XXVII Congresso Brasileiro de Entomologia,  2018. Gramado, RS.

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