Setor têxtil exibe pela primeira vez no ano um saldo negativo de 113 empregos

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Setor têxtil: O Caged divulgou os dados de admissão e demissão durante o mês de out/17 para as indústrias têxteis no Brasil, chamando atenção quanto ao setor de fabricação de produtos têxteis, que exibiu pela primeira vez no ano um saldo negativo de 113 empregos, o que corresponde a uma queda de 125,9% em relação ao mês de set/17.
Por outro lado, o setor de confecções de artigos e vestuários apresentou um saldo positivo de 2.241 novos postos de trabalhos, trazendo um aumento de 23,5% ante o mês anterior. Com o setor de confecções de artigos e vestuários segurando as pontas nesse período, as indústrias têxteis brasileiras já apresentam um saldo positivo de 2.128 empregos, o que representa uma recuperação de 131,8% frente ao que foi visto no mesmo período do
ano passado. Com isso, o setor continua retomando os postos de trabalho perdidos em 2016 dado à recessão econômica no país, no entanto, também é preciso crescimento das indústrias para uma recuperação mais intensiva.

Apesar de as vendas de exportações da pluma norte-americana terem recuado nesta
semana, o contrato de dez/17 e jul/18 exibiram alta de 3,09% e 2,41%, respectivamente.
• O dólar encerrou a semana com queda de 1,68% e cotação média de R$ 3,23/US$, devido às incertezas em relação ao rumo da política monetária norte-americana.
• As paridades para os contratos de dez/17 e jul/18 apresentaram alta de 0,93% e 0,43%,
respectivamente. Tal aumento se deve à valorização nas cotações da ICE.
• Os preços da torta e do óleo de algodão em MT exibiram alta de 2,91% e 2,17%, respectivamente. Em contrapartida, o caroço de algodão apresentou recuo de 3,03% no mesmo período.

ATENÇÃO ÀS INDÚSTRIAS: No mês de nov/17, o IBGE atualizou os índices de base fixa, com ajuste sazonal, da Pesquisa Industrial Mensal para a fabricação de produtos têxteis e confecções de artigos e vestuários, referente ao mês de set/17. Com isso, o setor de confecções de vestuários apresentou avanço de 0,9%, enquanto que a produção têxtil limitou suas atividades, exibindo queda de 1,2% no mesmo período. No entanto, em comparação ao mesmo mês do ano passado, ambos os setores continuam apresentando recuperação, dado que o setor de fabricação têxtil aumentou seu índice em 2,8%, ao mesmo tempo em que o setor de confecções de artigos e vestuários ampliou em 4,3%. Dado a isso, o setor de confecções vem apresentando melhor desempenho para a produção brasileira de itens de vestuário, no entanto, reitera-se que, apesar da recuperação econômica que vem ocorrendo, o aumento da produção têxtil também depende do crescimento industrial do setor.

Fonte: IMEA.

 

Texto originalmente publicado em:
Boletim semanal do Algodão- IMEA
Autor: IMEA

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