As condições das lavouras de soja em Nova Mutum (MT), no médio-norte do Mato Grosso, que ocupam 400 mil hectares, melhoraram após chuvas de bom volume registradas na última quinta-feira (19). Quem informa é o engenheiro-agrônomo da Jatobá Planejamento e Consultoria Agronômica, Fernando Gazola, que concedeu entrevista exclusiva à Agência SAFRAS.

De acordo com Fernando, as precipitações naquele dia foram gerais e trouxeram boa umidade para o solo. Depois o tempo abriu e novas pancadas foram registradas ontem, embora de forma mais esparsa. “As chuvas ainda não estão normais, mas já ajudam as lavouras frente ao quadro preocupante de dias atrás. Se houver novas precipitações as lavouras tendem a se recuperar”, comenta.

Diante do atraso no plantio e no desenvolvimento das lavouras, a expectativa é de que o rendimento nesta safra fique abaixo frente ao obtido na safra 2019/20, que superou os 3.600 quilos por hectare. “Ainda não há como precisar qual será a produtividade desta safra”, sinaliza.

Fernando ressalta ainda que devido ao desenvolvimento mais tardio da soja, que se divide entre as fases de crescimento vegetativo e floração, a janela ideal de plantio da safrinha de milho será afetada. “O ideal na região é colher a soja em janeiro para então plantar a safrinha até o final de fevereiro. Geralmente é arriscado cultivar a safrinha mais adiante”, comenta.

Conforme último relatório de plantio de SAFRAS & Mercado, a área cultivada em Mato Grosso era de 96% no dia 20 de novembro. No ano passado, estava em 99%. A média normal é de 95%.

Fonte: Agência SAFRAS

Texto originalmente publicado em:
Safras e Mercados
Autor: Arno Baasch - Agência SAFRAS

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