Por T&F Agroeconômica

O derrame de 1,0 milhão de toneladas de óleo de palma da Indonésia pressionou o complexo de soja durante toda a semana. No caso da soja em grão quebrou a tendência de alta que vinha sendo construída durante todo o mês de maio;

O aperto monetário do Federal Reserve, Banco Central americano, também pressionou as commodities.

Mas, Fundos recuperaram as posições: na terça-feira, os Fundos recuperaram as posições e tinham 163.146 contratos líquidos comprados de soja-grão em 14/06. Essa foi uma semana de contratos líquidos de compra mais forte de 4.218 contratos, principalmente por meio de cobertura de contratos vendidos. Isto é um sinal fortíssimo de alta, porque os Fundos tem grandes volumes de investimento e apostam na alta.

É grande a preocupação com o clima nos EUA: O calor excessivo, acima de 30 graus, poderá levar stress às plantas junto com a falta de chuvas e reduzir a produtividade que, por enquanto, está boa, mas poderá piorar. Toda a atenção do mercado vai se concentrar para o relatório sobre a situação das lavouras, a ser divulgado pelo USDA depois do pregão da próxima terça-feira, já que será feriado na segunda.

As margens dos crushers na China está entre US$ 10-15/ton, estimulando o esmagamento e a demanda por mais soja importada. A Sinograin fez um leilão de farelo no mercado interno e houve compras chinesas de vários navios de soja brasileira para junho e agosto e de soja uruguaia e argentina para agosto, o que mostra a volta do país às compras.

CONCLUSÃO: todos os fatores apontam para alta a médio e longo prazo

Tanto os fatores fundamentais – como a possibilidade de redução da safra americana – como os fatores técnicos – que confirmam a tendência do mercado físico, apontam para uma retomada da alta das cotações em Chicago a médio e longo prazos. No gráfico acima, pode-se perceber o retorno da tendência de alta, com a formação de um mini-canal de tendência para cima na cotação de julho, repetida em todas as demais cotações da soja.

Mas, será preciso percorrer novamente todo o caminho entre $ 1702 e $ 1782 já percorrido anteriormente. Esta alta, porém, está fundamentada na possível redução da safra americana e na volta da demanda chinesa.

Fonte: T&F Agroeconômica



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