ASPECTOS IMPORTANTES PARA A TENDÊNCIA DOS PREÇOS DA SOJA NESTA SEMANA:

 

O aumento dos subprodutos e as preocupações com o clima futuro nos EUA geraram novos ganhos. Aproximadamente 26% dos campos de soja apresentam algum grau de seca e as previsões indicam pouca chuva e altas temperaturas para essas áreas. Recorde-se que as lavouras passarão por fases chave para definir os rendimentos e se a produção sofrer, o balanço nos EUA continuaria bastante apertado. O USDA anunciou vendas de 132.000 toneladas. a incógnitas, acrescentando estímulos do lado da demanda.

Os futuros da soja fecharam em alta na ultima sexta feira, pela sexta sessão consecutiva, enquanto as previsões quentes e secas continuam nas próximas duas semanas. A soja de agosto ganhou 27-3/4 centavos para encerrar a sessão em 16,37 e novembro subiu 28 para 14,68-1/2. Na semana, agosto ganhou 2,02-1/2 e novembro ganhou 1,52-1/4.

Maior alta semanal desde 2004: A soja continuou sua forte reversão das mínimas, com os futuros ganhando US$ 2 da baixa a alta nos últimos seis dias, a maior alta semanal desde 2004. E pode subir mais, dependendo dos resultados do clima, que está ruim. O contrato de novembro terminou 28 centavos mais alto, com algum lucro na segunda metade da sessão. Tenha em mente que a estimativa de rendimento de agosto do USDA é baseada em sua pesquisa de agricultores, dados de satélite e modelagem. As pesquisas de campo reais não são levadas em consideração até setembro, que é quando o Trade tem seu primeiro contato com o impacto do padrão climático previsto para agosto. Antes disso, as previsões precisam ser verificadas para os primeiros 10 a 14 dias de agosto ou podemos ver uma reversão nos preços. Atualmente, o Serviço Nacional de Meteorologia registra que grande parte do CentroOeste fique mais quente que o normal até a primeira quinzena de agosto, com chances limitadas de chuva em muitas áreas. A “parte mais importante” dos próximos 10 dias é a “falta de umidade significativa anunciada pela maioria dos modelos de previsão de computador de Iowa, noroeste de Illinois e norte do Missouri para noroeste nas planícies do norte”, disse o serviço de meteorologia hoje cedo.

Grande semana para a soja: Esta foi uma grande semana para todo o complexo da soja, pois as preocupações com o clima dominaram o mercado. O farelo de soja para agosto ganhou $63,8/tc na semana e o óleo de soja em agosto ganhou $8,28/libra-peso. O óleo de soja agosto fechou em alta de 4,66 hoje, o principal ganho percentual de todos os contratos relacionados a grãos. Isso foi em parte devido a uma extensão dos créditos fiscais de biodiesel em um projeto de lei que deve ser proposto pelos democratas do Senado americano, bem como ganhos no óleo de palma. Para o clima, a maior parte do Centro-Oeste ficará seca nas próximas duas semanas, com temperaturas mais quentes chegando às planícies ocidentais neste fim de semana até meados de agosto, quando as chances de temperaturas mais baixas e chuva aumentarão. As próximas duas semanas serão difíceis para a safra de soja e podem afetar os rendimentos, e a estimativa de 51,5 bpa (3.463,43 kg/hectare) do USDA parece muito alta. Com os estoques finais já estimados em 230 mb (6,26 MT), qualquer redução nos rendimentos pode deixar os suprimentos perigosamente apertados. Exportadores privados reportaram hoje vendas de 132.000 toneladas de grãos para entrega em destinos desconhecidos para 23/22, aumentando a alta.

Preço do galão de biodiesel EUA – O preço à vista B100 para a semana foi visto como $ 6,42/gal no Iowa e $ 6,65 no Leste do Cinturão do Milho. As cotações da semana passada foram de US$ 6,41 e US$ 6,95/gal, respectivamente. Houve zero avisos de entrega no FND para soja, farelo ou óleo de soja. O contrato de compra em aberto de soja mais antigo é datado de 22/02/22. Para o farelo de soja o contrato mais antigo data de 23/12/2020.

Fundos reduziram sua posição comprada: O relatório do Commitment of Traders de sexta-feira da CFTC mostrou que os Fundos estavam com 87.676 contratos de compra em aberto em futuros e opções de soja em 26/07. Isso foi um emagrecimento de 156 contratos na semana.

Lucro dos agricultores brasileiros: No Paraná, o custo de produção do Deral, corrigido para julho, ficou em R$ 143,20/saca; comparado com o preço médio de R$ 188,00/saca pago aos agricultores do estado geraria um lucro líquido de 31,28% neste momento. No Rio Grande do Sul, o custo calculado pela CONAB em março e atualizado até julho é de R$ 141,33/saca. Este valor, comparado com o preço médio de R$ 186,00/saca pago aos agricultores do  estado, no estado geraria um lucro líquido de 31,62%.

RECOMENDAÇÕES:

  1. O pior momento da soja americana ainda não chegou, será nos primeiros 10-14 dias de agosto.
  2. Então eu aconselharia meus assinantes a não vender agora a soja, porque, se continuar não chovendo, a situação dos grãos nos EUA poderá piorar e a produção poderá ser menor ainda, fazendo os preços subirem mais.
  3. Mas, também este será o prazo limite, antes que o mercado se acomode. Fique atento. Até lá teremos novas instruções.

GIRO PELOS ESTADOS: 

  • RIO GRANDE DO SUL: Altas mais expressivas de preço, cenário interno se fortalecendo

Após vendas relevantes efetuadas na quarta-feira, o mercado de soja gaúcho perdeu bastante força, devido a diversos aspectos, dentre eles, a própria diminuição da demanda, agora mais satisfeita depois das compras da semana e a visão do produtor de preços cada vez mais altos. Além disso a alta inflação nas carnes e a disparada no preço de óleo afeta a demanda pelo farelo e óleo e, consequentemente, pelo grão. Hoje, sexta-feira, o mercado segue lidando com escoamentos base, mas com alguns movimentos consideráveis nos preços ocasionados em especial pelas movimentações de Chicago e dólar. A CBOT subiu em 2,00%, o dólar por outro lado acabou se valorizando em 0,22%.

    • Preços de pedra: manteve a R$ 178,00, sem novos movimentos em relação a ontem.
    • Preços no porto: Rio Grande se valoriza expressivamente em R$ 3,00/saca e vai a R$ 199,00, alcançando novamente proximidade com R$ 200,00.
    • Preços no interior: altas gerais de R$ 1,00/saca por todo o anterior, o que levou Ijuí a R$ 192,00, Cruz Alta a R$ 193,00, Passo Fundo a R$ 192,00 e Santa Rosa a R$ 191,00.
  • SANTA CATARINA: Preços sobem consideravelmente, boas vendas são efetuadas

Santa Catarina marca ótimas valorizações para essa sexta-feira, chegando a R$ 200,00/saca antes das 13 horas, período em que cerca de 6.000 toneladas foram negociadas. Após o fim do pregão matutino o mercado perdeu força e os preços foram a R$ 198,00 no porto de São Francisco do Sul, fechando o dia sem maiores movimentações, mas ainda com consolidados R$ 4,00/saca acima das últimas indicações.

  • PARANÁ: Dia de poucos movimentos, Porto sobe em R$ 2,00/saca

Cenário interno do Paraná segue sem mudança por mais de 1 mês, não havendo interesse por parte do produtor ou do comprador em efetuar negócios. Este período marca, notadamente, um expressivo desinteresse pela soja, aspecto que talvez venha a mudar diante das valorizações ocorridas em resposta à queda de qualidade da soja norte americana. Os agricultores estão muito focados na colheita do milho Safrinha e o plantio de trigo.

    • PREÇOS NO PORTO FUTUROS: marcou altas gerais de R$ 2,00/saca, o que levou os preços a R$ 195,00 para 05/08, R$ 196,00 para 26/08 e R$ 197,00 para 27/09.
    • PREÇOS NO INTERIOR: contou com movimento na base de R$ 6,00/saca apenas para Ponta Grossa, que foi a R$ 194,00. As posições de Cascavel, Maringá e Pato Branco permaneceram imóveis, respectivamente a R$ 170,00, R$ 170,00 e R$ 169,00.
    • PONTA GROSSA FUT: R$ 196,00 para pagamento em 26/09, marcando valorização de R$ 4,00/saca.
  • MATO GROSSO DO SUL: altas gerais e R$ 1,00/saca, sem novas vendas efetuadas

MS marca dia de altas em resposta as elevações de Chicago, mas desta vez sem efetuar novas vendas, o mercado se mostra claramente saturado e as compras efetuadas no momento configuram-se apenas em escoamento básico para a maioria das regiões.

Ademais, vamos aos preços: Dourados, Maracaju, Chapadão do Sul e Sidrolândia após valorização de R$ 1,00/saca foram respectivamente a R$ 180,00, R$ 179,00, R$ 177,00 e R$ 178,00. Mesmo Campo Grande que esteve variando menos em suas indicações foi a R$ 179,00 após alta de também $ 1,00/saca.

  • MATO GROSSO: movimentos inexpressivos

Com a soja subindo 2,0% em Chicago e o dólar subindo 0,22%no Brasil, o movimento foi considerado bom, para o dia, principalmente para exportação.

Campo Verde a R$ 167,60 marcando manutenção. Lucas do Rio Verde a R$ 156,60 marcando manutenção. Nova Mutum a R$ 171,0 sem se mover. Primavera do Leste a R$ 173,00, também sem novos movimentos. Rondonópolis, por sua vez a R$ 176,00. Sorriso, pôr fim, a R$ 171,00, também sem subir.

  • MATOPIBA: dia ausente de movimentos

Região de Balsas no Maranhão traz novas cotações com manutenção, preço a R$ 169,00. O Porto de Itaqui, também no Maranhão ficou a R$ 168,00, também sem se mover. Porto Nacional-TO, por sua vez, permaneceu a R$ 152,40. Uruçuí-PI fechou o dia a R$ 165,00. E por fim, em Luiz Ricardo Magalhães, na Bahia, preço ficou a R$ 168,00, com maio de 2023 permanecendo a R$ 150,00.

Fonte: T&F Agroeconômica

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