Tecnologias de aplicação de defensivos são discutidas por extensionistas da Emater/RS-Ascar

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A fim de atender a demandas crescentes da Assistência Técnica e Extensão Rural e Social nesta área, extensionistas da Emater/RS-Ascar de 45 municípios da região administrativa de Santa Rosa participaram, na quinta (22/09), em São Pedro do Butiá, e na sexta-feira (23/09), em Santa Rosa, de capacitação e debate sobre tecnologia de aplicação de agrotóxicos.

No salão da comunidade de Linha Bonita, em São Pedro do Butiá, reuniram-se técnicos das Missões. Em um primeiro momento, o assistente técnico regional da Emater/RS-Ascar, Gilmar Vione, reforçou a importância da capacitação, levando em conta a potencialidade de produção da região, especialmente na produção de grãos como soja (710 mil hectares), trigo (213 mil hectares) e milho (170 mil ha). “O manejo adequado de pragas e doenças vai contribuir com a redução de agrotóxicos e dos custos de produção, contaminar menos o meio ambiente e gerar impactos sobre a saúde da população”, lembrou o gerente regional adjunto da Emater/RS-Ascar, José Vanderlei Waschburger, ao mencionar também que “se conseguirmos reduzir um litro de agrotóxico por hectare na nossa região, e as lavouras acompanhadas através do MIP (manejo integrado de pragas e doenças) demonstraram que é possível diminuir o uso de defensivos sem prejudicar a produtividade, teremos pelo menos 710 mil litros a menos sendo aplicados na safra de soja, por exemplo”.

Diferentes aspectos da tecnologia de aplicação de defensivos foram abordados pelo engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, mestre em Fitossanidade, Fábio Karlec. Na pauta, conceituação, fatores influentes nas tecnologias de aplicação, métodos e vias de aplicação, tipos e características de pontas de pulverização, manutenção, regulagem e calibração de equipamentos, com ajuste do pulverizador para aplicar a quantidade correta do produto e com o espectro de gota adequado. “A eficiência da aplicação pode ser medida pela maior quantidade possível de transferência do produto da máquina para o alvo desejado. Já a eficácia, pelo maior controle de pragas com a menor quantidade possível de produto químico. Para isso uma correta aplicação é essencial, não só para a eficácia de controle, mas também para a redução de impactos ambientais ocasionados por derivas e volatilização de defensivos”, reiterou, na oportunidade, Karlec.

À tarde foi realizada prática sobre regulagem e calibração conduzida pelos extensionistas Fábio Karlec, Elton Naumann e Vítor Luis Gomes Rocha.

Também foi destacada a importância de atentar-se ao comportamento de gotas em diferentes condições climáticas, sendo que quanto maior a quantidade de gotas pequenas produzidas em uma pulverização, maiores serão as probabilidades de perdas por deriva e evaporação, devendo a atenção com temperatura, umidade relativa do ar e velocidade do vento ser redobrada. “De modo geral, o sucesso da aplicação está relacionado também ao conhecimento do alvo de controle, condições climáticas, treinamento do aplicador e equipamentos bem regulados e calibrados”, acrescentou o agrônomo. Recebeu destaque ainda, a importância do cuidado com a saúde do aplicador, por meio da utilização de equipamentos de proteção individual (EPI’s).

Em programação semelhante, técnicos da Fronteira Noroeste reuniram-se em Lajeado Reginaldo, interior de Santa Rosa. Na ocasião, tiveram a oportunidade também de acompanhar explanação da professora da Sociedade Educacional Três de Maio (Setrem), doutora em Entomologia, Cinei Teresinha Riffel.

As informações serão compartilhadas com os agricultores da região em diferentes ações da assistência técnica, com o intuito de contribuir com a otimização de recursos e a sua qualidade de vida.

Fonte: Assessoria de Imprensa Emater/RS-Ascar – Regional de Santa Rosa, Jornalista Deise Froelich

Texto originalmente publicado em:
Assessoria de Imprensa Emater/RS-Ascar
Autor: Jornalista Deise Froelich

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