O objetivo deste estudo foi avaliar a eficiência do glyphosate no controle de E. indica. 

Autores: Teixeira, Anne Geiza Tamer1; Nunes, Diego Monteiro2; Soares, IndalecioKhalled Eufrazio2; Barbosa, João Victor Góes2; Lima, Adriana Maria Freire de2; Dias, Felipe Fernandes2; Gonçalves, Gerlândio Suassuna2

Trabalho publicado nos Anais do evento e divulgado com a autorização e inserção de informações dos autores.

INTRODUÇÃO

Eleusine indica L. (capim-pé-de-galinha) é uma espécie daninha presente praticamente em todo território brasileiro, sendo muito importante nas lavouras de arroz, feijão, milho e soja. A utilização de glyphosate é uma prática muito utilizada no controle desta espécie, no entanto, alguns estudos têm verificado que a dose recomendada (720 g ha-1 de e.a.) já não promove controle eficiente da mesma. O objetivo deste estudo foi avaliar a eficiência do glyphosate no controle de E. indica.

MATERIAL E MÉTODOS

O experimento foi conduzido em casa de vegetação do Instituto de Ciências Exatas e Tecnologia, da Universidade Federal do Amazonas, Itacoatiara-AM. A espécie foi semeada diretamente em sacos plásticos com capacidade de 1 kg (Figura 1).

O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, com cinco tratamentos (testemunha sem aplicação; 360; 720; 1080; e 1440 g ha-1 de e.a.) com 20 repetições. A aplicação do herbicida foi aos 18 dias após a emergência (Figura 2) e a avaliação de fitotoxicidade foi feita aos 15 dias após a aplicação, por meio do modelo adaptado da Escala Conceitual da European Weed Research Community (EWRC) (Tabela 1).

Figura 1. Semeadura diretamente em sacos plásticos com capacidade de 1 kg.

Figura 2. Aplicação do herbicida aos 18 dias após a emergência.
Tabela 1: Escala de notas de fitotoxicidade proposta pela EWRC (1964).

RESULTADOS

As doses 360 e 720 g ha-1 de e.a. (Figuras 4 e 5) promoveram pequenas alterações na coloração das folhas de algumas plantas, que conseguiram se recuperar. As doses acima da recomendada, causaram danos extremamente graves e morte das plantas (Figuras 6 e 7).

Figuras 4 e 5. Doses de 360 e 720 g ha-1 de e.a., respectivamente.

Figuras 6 e 7. Doses de 1080 e 1440 g ha-1 de e.a., respectivamente.

CONCLUSÃO

Nas condições em que este trabalho foi realizado, a dose recomendada não promoveu controle eficiente do capim-pé-de-galinha.

Informações dos autores:   

1Instituto de Ciências Exatas e Tecnologia – Universidade Federal do Amazonas, Itacoatiara-AM, Brasil;

2Instituto de Ciências Exatas e Tecnologia – Universidade Federal do Amazonas, ItacoatiaraAM, Brasil.

Disponível em: Anais do XXXI Congresso Brasileiro de Ciência das Plantas Daninhas,  2018. Rio de Janeiro, RJ.

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