Vazio sanitário do algodoeiro já vigora em todos os núcleos regionais de Mato Grosso

0
365

O período de vazio sanitário na Região II, formada pelos municípios que integram os núcleos regionais Médio Norte, Norte e Noroeste – regiões de Campo Novo do Parecis, Sorriso, Lucas do Rio Verde e Sapezal, respectivamente – começou ontem (15 de outubro) em Mato Grosso. Desde 1º de outubro, o vazio sanitário já está vigente na Região I, integrada por municípios dos núcleos regionais Centro, Centro Leste e Sul (regiões de Campo Verde, Primavera do Leste e Rondonópolis, respectivamente).

A Instrução Normativa Conjunta Sedec/Indea-MT nº 001/2016, que dispõe sobre medidas fitossanitárias para controle do bicudo-do-algodoeiro em Mato Grosso, dividiu o estado em duas grandes regiões (definidas como Região I e Região II), no que diz respeito ao calendário de plantio do algodoeiro e ao vazio sanitário, período caracterizado pela ausência de plantas com risco fitossanitário e restrição de plantio.

Na Região I, o vazio sanitário será encerrado em 30 de novembro e a semeadura da safra 2017/18 estará autorizada a partir de 1º de dezembro.

No caso da Região II, da qual fazem parte os municípios dos núcleos regionais Médio Norte, Norte e Noroeste, o término do vazio acontecerá em 14 de dezembro e o plantio da próxima safra poderá ser iniciado no dia 15.

Essas alterações foram definidas por consenso entre pesquisadores, produtores de algodão, técnicos das fazendas e órgãos de fiscalização, inclusive com a participação dos Grupos Técnicos do Algodão (GTAs).

Para Alexandre Schenkel, presidente da Associação Mato-grossense dos Produtores do Algodão (Ampa), é importante o produtor estar atento às determinações do Indea-MT para evitar uma pressão maior de pragas como o bicudo na próxima safra, já que o vazio sanitário visa eliminar a chamada “ponte verde”, responsável pela alimentação de insetos-praga e vetores de doenças do algodoeiro no período de entressafra.

Fiscalização – No final de agosto passado, 47 fiscais do Indea-MT participaram de treinamento cujo principal objetivo foi qualificar os técnicos que atuam em municípios com produção algodoeira. Durante um dia, eles estiveram reunidos no Centro de Treinamento e Difusão Tecnológica do Núcleo Regional Centro Ampa/IMAmt, onde assistiram a palestras de pesquisadores e outros profissionais do IMAmt.

A iniciativa de promover o treinamento, segundo Thiago Augusto Tunes, coordenador de Defesa Sanitária Vegetal (CDSV) do Indea-MT, foi tomada em razão “da necessidade de uniformizar procedimentos de fiscalização”, baseada na Instrução Normativa Conjunta Sedec/Indea-MT nº 001/2016. Além de ter alterado os calendários de plantio e vazio sanitário, essa IN introduziu outras mudanças como a inclusão do conceito “planta com risco fitossanitário” em substituição ao de “planta viva”.

Plantas do algodoeiro tigueras (plantas germinadas voluntariamente em qualquer lugar que não tenham sido semeadas) acima do estádio V3 e plantas rebrotadas (soqueiras) com mais de quatro folhas por broto ou estruturas reprodutivas são consideradas plantas com risco fitossanitário.

Fonte: Instituto Mato-Grossense do Algodão

Texto originalmente publicado em:
ImaMT
Autor: ImaMT

Nenhum comentário

Deixar um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.