Xanthomonas oryzae pv. oryzae – Série especial das pragas agrícolas mais importantes que ainda não chegaram ao país

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Xanthomonas oryzae pv. oryzae (Xoo), conhecida como xantomonas-do-arroz, responsável pela queima bacteriana do arroz, é uma das duas bactérias mais ameaçadoras para plantações de arroz, podendo causar até 100% de perdas. Ela tem outros hospedeiros, tais como capim arroz (Echinochloa crus-galli), capim colonião (Panicum maximum) e grama (Paspalum scrobiculatum), dentre outros. Presente em países de todos os continentes, esta bactéria gram-negativa tem um flagelo que facilita o deslocamento e suas colônias têm cor em tons de palha a amarelado.

Xoo ataca todas as partes das plantas infectadas, especialmente as folhas jovens, causando clorose e estrias perto da ponta da folha e margens, as lesões podem evoluir para uma cor esbranquiçada e levar a folha à morte. Em plantas mais velhas, as folhas adquirem cor amarelada, e em casos de infecção sistêmica da planta, ocorre murchamento.

O arroz é um dos principais componentes da alimentação dos brasileiros e com expressiva produção do grão no país, a vigilância precisa ser frequente para que o status de praga ausente continue. Para isso, são estabelecidos requisitos fitossanitários relacionados a Xoo para a importação de mudas de grama (Paspalum vaginatum) dos Estados Unidos [1], sementes de arroz da Índia [2] e uma cooperação entre os Governos Brasileiro e Russo na área da Quarentena Vegetal [3].

As formas de controle mais conhecidas para Xoo envolvem o uso de variedades resistentes, o tratamento de sementes, controle biológico das sementes e uso de antibióticos em locais autorizados pelo órgão responsável. Já prevendo a entrada desta praga no país, a Embrapa realiza um programa de melhoramento genético preventivo [4].

Trabalhar para que a bactéria não entre no país contribui para evitar perdas nas colheitas, redução da qualidade do arroz produzido no país, gastos com formas de combate e controle à praga e consequentes perdas econômicas. Fique sempre atento às normas de importações e use apenas sementes certificadas de acordo com as leis brasileiras.

Notas:

[1] IN 4 de 01/02/2007

[2] IN 15 de 16/05/2007

[3] Decreto 4.282 de 25/06/2002

[4] Ver capítulo escrito por Márcio Elias e colaboradores, no livro Defesa Vegetal – Fundamentos, Ferramentas, Políticas e Perspectivas.

Fonte: DefesaVegetal.Net

Texto originalmente publicado em:
DefesaVegetal.Net
Autor: DefesaVegetal.Net

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