Por T&F Agroeconômica, comentários referentes à 29/11/2024
FECHAMENTOS DO DIA 29/11
O contrato de soja para novembro24, referência para a safra brasileira, fechou em alta de 0,08%, ou $ 0,75 cents/bushel a $ 989,50. A cotação de janeiro25, fechou em baixa de -0,10% ou $ -1,00 cents/bushel a $ 996,00. O contrato de farelo de soja para dezembro fechou em baixa de -1,17 % ou $ -3,4 ton curta a $ 287,1 e o contrato de óleo de soja para dezembro fechou em alta de 2,85 % ou $ 0,86/libra-peso a $ 41,91.
ANÁLISE DO MIX
A soja negociada em Chicago fechou o dia de forma mista e a semana em alta. As cotações da soja foram pressionadas ao longo de toda a sessão, no entanto duas robustas vendas extras conseguiram reverter a cotação mais curta e as demais fecharam apenas com pequenas perdas. A desvalorização do real frente ao dólar e a rápida alteração no ritmo do plantio no Brasil foram o fator de baixa para a soja na semana e ao longo do mês.
A demanda aquecida está segurando maiores perdas. Nesta sexta exportadores privados informaram ao USDA vendas somadas de 991,7 mil toneladas de soja para destinos não revelados. O Departamento americano ainda informou vendas para exportação 33,85% maiores que na semana anterior e acima do esperado pelo mercado.
Com isso a soja fechou acumulado da semana em alta de 1,20% ou $11,75 cents/bushel. O farelo de soja caiu -0,21% ou $-0,6 ton curta. O óleo de soja perdeu -0,64% ou $ -0,27 libra-peso no período. No acumulado de novembro a soja caiu -0,50%, o farelo -4,14% e o óleo -7,16%.
Análise semanal da tendência de preços
Fatores de alta
a) Bom fluxo das exportações dos Estados Unidos: o relatório das exportações de soja americana para o período de 15 a 21 de novembro o USDA reportou vendas de soja 2024/2025 de 2.490.500 toneladas, acima das 1.860.600 toneladas do relatório anterior e da faixa estimada pelos operadores, que foi de 1,50 a 2,40 milhões de toneladas. Com 1.087 mil toneladas, incluindo 306 mil inicialmente anunciadas para destinos desconhecidos, a China foi o principal comprador;
b) Duas novas vendas: Além disso, em seus relatórios diários, o USDA confirmou duas novas vendas de soja norte-americana 2024/2025 para destinos desconhecidos, uma de 840 mil toneladas e outra de 151,7 mil toneladas;
c) No Brasil a boa demanda por óleo de soja para biocombustível, para atender ao programa B15, continua mantendo os preços da soja no país descolados de Chicago. As cotações da soja na CBOT recuaram 23,60% durante todo o ano civil de 2024 e, no mesmo período, os preços da soja no Brasil subiram 2,2%, uma diferença enorme.
Fatores de baixa
a) forte desvalorização do real frente ao dólar, o que fez com que a paridade entre as duas moedas ultrapassasse a barreira dos 6 reais por dólar. Isso favorece a competitividade das exportações brasileiras, ao mesmo tempo que melhora as margens dos produtores e os incentiva a vender para obter mais reais pelos seus grãos;
b) boas condições para a evolução da safra na América do Sul também tiveram influência baixista. A consultoria Agroconsult estimou o volume de produção de soja 2024/2025 no Brasil em recorde histórico de 172,20 milhões de toneladas, com base em uma área plantada de 47,50 milhões de hectares. Esses dados superam os 166,14 milhões de toneladas e 47,36 milhões de hectares projetados pela Conab em seu último relatório mensal. Recorde-se que esta entidade calculou a colheita 2023/2024 em 147,72 milhões de toneladas. O USDA, por sua vez, prevê a produção brasileira de soja para a atual temporada em 169 milhões de tonelada.
Fonte: T&F Agroeconômica