Por T&F Agroeconômica, comentários referentes à 14/07/2025
FECHAMENTOS DO DIA 14/07
Chicago: A cotação de setembro, referência para a nossa safrinha, fechou em alta de 1,01% ou $ 4,00 cents/bushel a $ 400,00. A cotação para dezembro, referência alternativa, fechou em alta de 1,39% ou $ 5,75 cents/bushel a $ 418,00.
ANÁLISE DA ALTA
O milho negociado em Chicago fechou em alta nesta segunda-feira. As cotações do cereal seguiram uma velha máxima do mercado, preços baixos curam preços baixos. O mercado parece ter já compreendido que haverá uma grande safra nos EUA e que o Brasil fará frente com uma grande disponibilidade. No entanto a demanda segue ativa, onde semana passada foram registradas vendas acima da expectativa do mercado e essa semana embarques robustos, apesar da queda semanal. O ponto de atenção do mercado está na escalada tarifária do governo Trump sobre os principais importadores do milho americano. Por hora, o mercado está fazendo compras de oportunidade, reduzindo parte de suas posições vendidas.
B3-MERCADO FUTURO DE MILHO NO BRASIL
B3: Milho B3 fechou em alta acompanhando Chicago e o dólar
Os principais contratos de milho encerraram em alta nesta segunda-feira. As cotações da B3 fecharam em sintonia com a alta de Chicago e do dólar. Apesar da Secex apontar um começo de embarque lento em julho, apenas 9,5% do registrado em 2024, operadores de mercado já estimam bons volumes de exportação para o mês e para agosto. O atraso na colheita ainda força o exportador a manter um ritmo menor de exportação.
No mercado interno, o movimento é contrário e a entrada do milho safrinha pressiona os preços. Segundo o Cepea “Os preços do milho seguem em queda no mercado doméstico, apontam levantamentos do Cepea. Segundo o Centro de Pesquisas, o avanço da colheita da segunda safra, que deve ter produção recorde, e a retração compradora são os fatores que pressionam os valores. Além disso, a demanda externa também enfraquecida reforça o movimento de queda no preço interno do cereal. Em seu 10º levantamento de safra, a Conab apontou aumento na produção total de milho no Brasil.
O reajuste positivo em julho – tanto em relação ao relatório de junho/25 quanto ao de julho/24 – se deve às maiores produções esperadas para as primeira e segunda safras, conforme explicam pesquisadores do Cepea. No agregado, a Conab estima 131,97 milhões de toneladas de milho na temporada 2024/25, consolidando o crescimento de 14,3% frente ao ano anterior (2023/24) e a maior colheita da história.”
OS FECHAMENTOS DO DIA 14/07
Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em alta no dia: o vencimento de julho/25 foi de R$ 63,07, apresentando alta de R$ 0,08 no dia e alta de R$ 1,46 na semana; o vencimento de setembro/25 foi de R$ 64,11, com alta de R$ 0,13 no dia e alta de R$ 2,17 na semana; o contrato de novembro/25 fechou a R$ 67,28, com alta de R$ 0,05 no dia e alta de R$ 1,06 na semana.
NOTÍCIAS IMPORTANTES
MAIS TARIFAS SOBRE GRANDES COMPRADORES (baixista)
Por outro lado, limitando o potencial de valorização, a crise tarifária continua a pesar sobre o milho, após o governo Trump ter decidido aplicar tarifas recíprocas de 30% contra o México e a União Europeia; 35% contra o Canadá; e 25% contra o Japão e a Coreia do Sul, todos grandes compradores de milho e etanol dos EUA.
EUA-EXPORTAÇÕES MENORES, MAS DENTRO DO ESPERADO (neutro)
Em seu relatório semanal sobre a inspeção de embarques dos EUA, divulgado hoje, o USDA registrou embarques de milho totalizando 1.287.159 toneladas, abaixo das 1.563.946 toneladas registradas no relatório anterior, mas dentro da faixa prevista por importadores do setor privado, entre 1,20 e 1,50 milhão de toneladas.
BRASIL-COLHETA DA SAFRINHA ATINGE 40% (baixista)
Após um aumento semanal de 12 pontos, a consultoria AgRural avaliou o avanço da colheita do milho safrinha brasileiro em 40% da área plantada no Centro-Sul, ante 28% no relatório anterior e 74% no mesmo período em 2024. “Com a pausa nas chuvas e o aumento das temperaturas, a perda de umidade se acelerou, impulsionando a colheita. O trabalho só não acelerou mais porque alguns produtores preferiram esperar os grãos secarem ainda mais nas lavouras, já que as previsões apontam para tempo estável (seco)”, indicou a empresa, acrescentando que os relatórios de produtividade permanecem sólidos em toda a região produtora, especialmente no Mato Grosso.
BRASIL-CONAB-COLHEITA SEGUE ATRASADA
Segundo a Conab, até o dia 12/06 o produtor brasileiro colheu 41,7% da 2ª safra de milho, ante 27,7% da semana anterior. Os trabalhos seguem atrasados em relação aos 74,2% do ano anterior e 51,1% da média de cinco anos.
EUA-ESTÁGIO DAS LAVOURAS DE MILHO
O USDA informou, no final da tarde dessa segunda-feira, o estágio fenológico das lavouras de milho nos Estados Unidos. As plantas desenvolvendo espigas estão em 34%, ante 18% da semana passada, 39% do ano anterior e acima dos 33% da média histórica. As espigas criando massa está em 7%, ante 3% da semana passada, 7% do ano anterior e 5% da média histórica.
EUA-CONDIÇÕES DAS LAVOURAS DE MILHO
O USDA informou uma manutenção qualidade das lavouras americanas. 74% das lavouras estão em condições boas/excelentes, ante 74% da semana anterior e 68% do ano passado. 21% em condições regulares, ante 21% da semana passada e 23% do ano anterior. 5% em pobres/muito pobres, ante 5% da semana anterior e 9% do ano passado.
Fonte: T&F Agroeconômica