Comentários referentes à 27/03/2025, por T&F Agroeconômica
FECHAMENTOS DO DIA 27/03

Milho: A cotação de maio, referência para a nossa safra de verão, fechou em baixa de -0,28% ou $ -1,25 cents/bushel a $ 450,00. A cotação para maio, fechou em baixa de -0,22 % ou $ -1,00 cents/bushel a $ 458,00.

ANÁLISE DA BAIXA 

O milho negociado em Chicago fechou em baixa nesta quinta-feira. Dado o conjunto de notícias negativas do dia, as cotações do cereal conseguiram um bom apoio e fecharam em leve queda. A demanda pelo grão americano pode ser comprometida em breve, com a imposição de tarifas sobre países parceiros e navios chineses, isso se refletiu em uma redução e 31% nas vendas de milho para exportação no comparativo semanal. A queda desse dado veio em um momento em que o produtor de milho planeja aumentar em até 5,4% a sua área plantada, segundo pesquisa da Farmers Business Network (FBN).

A indústria de etanol no país, responsável pelo uso de uma grande fatia do milho no mercado interno americano, estaria no seu limite de demanda, segundo foi apontado em uma reunião dos representantes da indústria petrolífera e produtores de biocombustíveis.

B3-MERCADO FUTURO DE MILHO NO BRASIL
B3: Milho B3 fechou em baixa com preços no físico perdendo força

Os principais contratos de milho encerraram o dia em alta nesta quinta-feira. As cotações da B3 conseguiram estancar a sequência de quedas dos últimos dias. A rápida queda das cotações do cereal na bolsa, não foram acompanhadas pelo mercado físico, que ainda mantem uma grande distância entre o valor do dia a dia e os contratos futuros.

Segundo relatos de um corretor paulista, foram dois dias de bons negócios, o que pode justificar os ajustes, mas o comprador sumiu nesta quinta-feira. A previsão dos próximos dias, com um maior acesso ao grão de verão, que supri parte dessa primeira demanda, os preços de físico e futuros devem se ajustar e reduzir a distância entre eles.

OS FECHAMENTOS DO DIA 27/03

Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em alta no dia: o vencimento de maio/25 foi de R$ 77,47 apresentando alta de R$ 0,49 no dia, baixa de R$ -2,86 na semana; julho/25 fechou a R$ 72,34, alta de R$ 0,50 no dia, baixa de R$ -0,52 na semana; o vencimento setembro/25 fechou a R$ 71,66, alta de R$ 0,39 no dia e baixa de R$ -0,50 na semana.

NOTÍCIAS IMPORTANTES
EUA-EXPORTAÇÕES FRACAS (baixista)

O relatório semanal do USDA sobre as exportações dos EUA hoje variou de neutro a ligeiramente pessimista, revelando vendas de milho para 2024/2025 em 1.039.600 toneladas, abaixo das 1.496.700 toneladas do relatório anterior, mas dentro da faixa estimada pelos traders entre 600.000 e 1.600.000 toneladas. “As vendas líquidas caíram 31% em relação à semana anterior, mas não se alteraram em relação à média das quatro semanas anteriores”, disse o USDA, que destacou o Japão como o principal destino, com 415,3 mil toneladas.

EUA-POUCAS PERSPECTIVAS DE CRESCIMENTO PARA O ETANOL LOCAL (baixista)

Nas mesmas reuniões entre representantes da indústria petrolífera e produtores de biocombustíveis, onde teria sido acordado promover um maior uso do biodiesel, também foi avaliado que o uso atual do etanol está muito próximo do seu limite máximo e que há poucas perspectivas de crescimento devido à estagnação da demanda por gasolina.

EUA-REDUÇÃO DE ÁREA SOB SECA (baixista)

Em relação ao iminente início do plantio de milho nos Estados Unidos, hoje o USDA reduziu de 53% para 44% a proporção de terras habitualmente utilizadas para culturas forrageiras que sofrem algum grau de seca, ante 24% no mesmo período em 2024. Além das chuvas que caem no cinturão da soja/milho e das esperadas para os próximos dias, previsões estendidas de 6 a 14 dias preveem precipitações acima dos recordes normais.

BRASIL-ANEC REDUZ EXPORTAÇÃO DE MARÇO (altista para CBOT, baixista para Brasil)

Em sua revisão semanal, a ANEC ajustou ligeiramente as exportações de milho em março de 413.401 para 411.980 toneladas, abaixo dos 1,32 milhão de toneladas em fevereiro, mas acima das 140.561 toneladas no terceiro mês do ano anterior.

ARGENTINA-DADO DE PRODUÇÃO PERMANCE (baixista)

A BCBA informou hoje o andamento da colheita de milho argentina, atingindo 19,2% da área apta, um aumento anual de 13,2 pontos. “Os fatores que justificam esse avanço são uma maior proporção de plantios precoces e algumas lavouras que encerraram seu ciclo mais cedo devido ao estresse hídrico durante o enchimento de grãos. Nacionalmente, a produtividade média é de 8390 kg/hectare por hectare, com destaque para a região do Núcleo Norte, com média de 9640 kg. Em relação aos plantios tardios, todos os talhões estão em R3 ou superior, passando por essa fase com boa disponibilidade hídrica. No entanto, as chuvas recentes no norte agrícola não devem ter impacto significativo nas condições da lavoura. Nesse contexto, a projeção de produção nacional permanece em 49 milhões de toneladas”, afirmou a Bolsa.

Fonte: T&F Agroeconômica



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