Por T&F Agroeconômica. comentários referentes à 14/07/2025
FECHAMENTOS DO DIA 14/07

O contrato de soja para agosto, referência para a safra brasileira, fechou em baixa de -0,32%, ou $ -3,25 cents/bushel a $ 1001,00. A cotação de setembro fechou em baixa de -0,18% ou $ -1,75 cents/bushel a $ 993,25. O contrato de farelo de soja para agosto fechou em baixa de -0,96% ou $ -2,60/ton curta a $ 267,7 e o contrato de óleo de soja para agosto fechou em alta de 0,78% ou $ 0,42/libra-peso a $ 54,17.

ANÁLISE DO MIX

A soja negociada em Chicago fechou de forma mista nesta segunda-feira. As cotações mais curtas, que refletiram as dúvidas comerciais fecharam em queda, enquanto as mais longas fecham com pequenos ganhos. O movimento baixista foi impulsionado pela ausência contínua da China nas compras da nova safra americana, pelas condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras nos EUA e por vendas técnicas dos traders.

Além disso, os especuladores aumentaram suas posições líquidas vendidas, refletindo o sentimento pessimista do mercado. As inspeções para embarques das exportações de soja americana caíram -63% no comparativo semanal, ficando abaixo da expectativa mínima do mercado. Nesse cenário, a China ampliou as suas compras em junho, atingindo um recorde
para o mês, onde 80% dos grãos vieram do Brasil, fruto das tensões comerciais entre EUA e China.

NOTÍCIAS IMPORTANTES
EUA-AUMENTO DA DEMANDA DE OLEO PARA BIODIESEL (altista)

Previsões de aumento da demanda doméstica para atender ao aumento do uso de biodiesel durante a safra obrigatória e às restrições que o óleo de canola canadense enfrentaria para entrar nos Estados Unidos se as tarifas recíprocas de 35% sobre produtos importados daquele país finalmente entrassem em vigor em 1º de agosto.

EUA-EXPORTAÇÕES MENORES (baixista)

Embora com um dia útil a menos devido ao feriado do Dia da Independência, o relatório semanal do USDA sobre a inspeção de embarques dos EUA foi negativo, neste caso para o período de 4 a 10 de julho. O USDA relatou hoje embarques de soja totalizando 147.045 toneladas, abaixo das 399.600 toneladas relatadas no relatório anterior e da faixa estimada pelas importações do setor privado entre 200.000 e 500.000 toneladas

AUSÊNCIA DE COMPRAS CHINESAS E EUROPEIAS (baixista)

Como nos dias anteriores, a ausência de compras chinesas de soja nova dos EUA está exercendo um impacto baixista sobre os preços, assim como as tarifas recíprocas de 30% impostas pela Casa Branca à União Europeia, bloco que está entre os destinos alternativos à China.

MAS IMPORTAÇÕES DA CHINA CONTINUAM BATENDO RECORDE (baixista para CBOT, altista para o Brasil)

De acordo com seus próprios cálculos, a Reuters relatou que as importações chinesas de soja em junho atingiram um recorde de 12,26 milhões de toneladas, um volume 10,35% superior aos 11,11 milhões de toneladas do ano anterior. “O aumento nas importações de junho foi impulsionado pelo aumento das compras de soja brasileira em meio às tensões comerciais entre a China e os Estados Unidos”, disse Wan Chengzhi, analista da Jingdu Futures Capital, à agência.

De acordo com a Kpler, provedora de dados de logística portuária, a China importou 9,73 milhões de toneladas de soja do Brasil em junho, enquanto os embarques dos EUA totalizaram apenas 724 mil toneladas. “A China ainda não comprou soja da nova safra dos EUA e suas decisões de compra provavelmente dependerão do resultado de futuras negociações comerciais com os Estados Unidos”, disse Wan. As chegadas de soja à China em julho devem totalizar 10,48 milhões de toneladas, em comparação com 9,85 milhões de toneladas em 2024, segundo estimativas privadas.

EUA-ESTÁGIO DAS LAVOURAS DE SOJA

O USDA informou no final da tarde dessa segunda-feira que o plantio da soja está encerrado e 100% emergido para a temporada 25/26. As plantas em floração representam 47% da área semeada, ante 32% da semana passada, 49% do ano anterior e 47% da média histórica.

As plantas criando vagem está em 15%, ante 8% da semana passada, 17% do ano passado e 14% da média histórica.

EUA-CONDIÇÕES DAS LAVOURAS DE SOJA

O USDA informou uma melhora na qualidade das lavouras americanas. 70% das lavouras de soja estão em condições boas/excelentes condições, ante 66% da semana passada e 68% do ano anterior. 25% em condições regulares, ante 27% da semana anterior e 24% do ano passado. 5% classificados como pobres/muito pobres, ante 7% da semana passada e 7% do ano anterior.

Fonte: T&F Agroeconômica



 

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